- Lula afirmou que não pode aceitar o tratamento dos Estados Unidos nesta semana, durante reunião com o gabinete em Brasília, em meio à possibilidade de novas tarifas.
- Washington avalia impor tarifa de 25% por competição desleal e incluiu o Brasil em um grupo de países alvo por uso de trabalho forçado.
- O presidente disse que enviará outra carta a Donald Trump e, inicialmente, descartou ir ao G7, mas acabou decidindo participar da cúpula em Paris para esclarecer a posição brasileira.
- Brasil busca defender um mundo multipolar e já tem atuação diplomática com visitas a Pequim e encontros em Paris para fortalecer parcerias.
- Lula criticou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e afirmou que o Brasil não será pressionado, lembrando encontros anteriores com Trump e com o filho de Bolsonaro.
Desde que Donald Trump voltou à Casa Branca, as relações Brasil-Estados Unidos oscilam entre avanços e tensões. Nesta semana, Lula afirmou que não pode aceitar o “trato” dos EUA e reforçou a ideia de buscar outros parceiros, se necessário, para proteger a soberania brasileira.
O presidente brasileiro anunciou que enviará outra carta a Trump para defender a posição brasileira diante de possíveis novos aranceles e da designação de grupos criminosos como terroristas pelos EUA. Lula também confirmou a decisão de participar da cúpula do G7, em Paris, para expor sua visão pessoalmente.
Brasília tem avaliado alternativas diplomáticas, incluindo maior aproximação com outros blocos. O governo brasileiro já sinalizou interesse em ampliar relações com aliados diversos, caso Washington persista em retaliações comerciais. A próxima etapa envolve negociações diplomáticas com Washington.
Mudanças de tema na diplomacia
O governo norte-americano sinalizou, recentemente, a possibilidade de aplicar impostos de até 25% sobre o Brasil por suposta concorrência desleal. Além disso, o governo americano incluiu o Brasil em uma lista de países com uso de trabalho forçado, ampliando o atrito.
Brasília sustenta que o Brasil trabalha por um mundo multipolar e pela diversificação de parcerias. O chanceler Mauro Vieira esteve recentemente em Pequim, e, ao retornar, participou de ato em Paris, onde manteve contato com autoridades dos EUA por meio de intermediários.
Perspectivas e desdobramentos
Lula afirma que busca diálogo com Trump, mas não excluirá outras opções caso a negociação não avance. Segundo fontes oficiais, o presidente já planeja manter firme a defesa da soberania econômica e política brasileira diante de pressões externas.
A imprensa indica que a posição de Lula tem apoio em parte da população, com ganhos em pesquisas quando o tema envolve autonomia nacional. A atuação do governo segue marcada pela consistência de manter canais abertos com Washington, ao mesmo tempo em que reforça alianças com outros países.
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