- O Congresso tem até 12 de junho para reautorizar a Seção 702 da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira, com as negociações emperradas.
- O Senado votou 52 a 47 contra um acordo de renovação de três anos, que exigiria sessenta votos; democratas votaram contra por causa da nomeação de Bill Pulte como diretor interino de inteligência nacional.
- Bill Pulte, empresário sem autorização de segurança, lideraria a Office of the Director of National Intelligence, supervisionando dezoito agências.
- Trump afirmou ao Wall Street Journal que pretende que Pulte reduza o ODNI e demita funcionários que atuaram sob as gestões de Obama e Biden.
- Críticos apontam que a renovação “limpa” de 702, sem reformas como um mandado para consultas envolvendo cidadãos norte‑americanos, é problemática e a nomeação de Pulte complica o apoio.
O Congresso dos EUA segue sem chegar a um acordo sobre a renovação da seção 702 da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira. O prazo para reautorizar a lei expira em uma semana, no dia 12 de junho, e os parlamentares ainda discutem reformas. O impasse se repete após a reautorização parcial em abril.
Os planos de reautorização de 702 fracassaram no Senado, em votação de 52 a 47 contra um acordo de três anos que exigiria votos de maioria qualificada. A oposição veio principalmente de democratas, preocupados com a possível falta de salvaguardas que protejam cidadãos americanos. Eles reagiram à nomeação de Bill Pulte pelo presidente Donald Trump.
Bill Pulte foi anunciado por Trump como diretor interino do Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI), com a função de supervisionar 18 agências. O plantel da equipe de Trump sugeriu ao veículo de imprensa que o objetivo é reduzir o tamanho do ODNI, seguindo precedentes de cortes administrativos. O anúncio gerou resistência entre legisladores.
A nomeação de Pulte complicou os esforços de renovação sem reformas para a seção 702. Críticos da extensão “limpa” apontam abusos documentados do poder de vigilância, enquanto a administração pressiona pela reautorização sem garantias adicionais. O debate continua sem prazo definido para uma solução conjunta no Congresso.
Entre na conversa da comunidade