- Com 82% das urnas apuradas, Keiko Fujimori lidera por três pontos, mas o resultado segue incerto e há uma leitura de empate em amostra rápida de dois institutos de pesquisa.
- A votação ocorreu sem incidentes; 27 milhões de eleitores foram convocados para escolher o novo presidente do Peru.
- Keiko é filha do ex-presidente Alberto Fujimori e está em sua quarta tentativa de chegar ao poder; Roberto Sánchez é herdeiro político de Pedro Castillo.
- Um juiz enviou Sánchez a julgamento por supostas anomalias financeiras em seu partido; se eleito, ele teria imunidade, mas enfrentaria um Parlamento favorável à direita.
- Sobre segurança e economia, Keiko defende linha dura contra a criminalidade e maior atração de investimentos; Sánchez propõe enfrentar corrupção na polícia e na justiça, com base rural e apoio a aumentos salariais e continuidade da abertura econômica.
O segundo turno da eleição presidencial no Peru segue incerto com 80% das urnas apuradas. Keiko Fujimori lidera por margem mínima, enquanto Roberto Sánchez mantém vantagem em pesquisas rápidas. A apuração permanece aberta, mantendo expectativa sobre o resultado final.
Na capital Lima, milhares de seguidores dos dois candidatos lotaram pontos de apoio, celebrando sem confirmação oficial de vitória. Keiko afirma que ainda é cedo para definir surpresas, pedindo paciência aos eleitores.
Roberto Sánchez também comentou o empate e pediu que a contagem prossiga de forma transparente. O candidato esquerdista é figura ligada ao histórico de Pedro Castillo, preso após tentativa de golpe em 2022.
Keiko Fujimori, de 51 anos, enfrenta sua quarta tentativa de chegar à presidência. Seu esforço busca manter um legado econômico estável associado ao pai, o ex-presidente Alberto Fujimori.
Sánchez, de 57 anos, é congressista e já atuou como ministro. Ele pode usufruir de uma rede de apoio rural, com promessa de mudanças significativas na condução do país.
Eleitores avaliam combate à criminalidade como principal preocupação. O Peru viveu turbulência política recente, com oito presidentes desde 2016, aumentando o temor entre o eleitorado.
Perspectivas e apoio
A campanha de Fujimori enfatiza propostas de continuidade econômica, privatizações e atração de investimentos. Sánchez defende mudanças estruturais, combate à corrupção na polícia e na justiça, e manutenção de políticas abertas ao exterior.
Enquanto o escrutínio avança, analistas destacam que a legitimidade do futuro presidente pode depender de coalizões no Congresso, diante de um Parlamento historicamente polarizado.
O vencedor assumirá o cargo em 28 de julho, substituindo o interim Balcázar. Pesquisas apontam cenários com maioria parlamentar incerta, o que exige negociação para governabilidade.
Contexto de segurança pública
Entre as prioridades, a criminalidade continua em alta, com relatos sobre extorsão e violência. Propostas variam entre endurecimento de políticas de segurança e reformas institucionais para a prevenção ao crime.
A economia peruana aparece estável, com previsão de crescimento do PIB em torno de 3,4%. No mercado de trabalho, porém, sete de cada dez trabalhadores atuam na informalidade, influenciando estratégias eleitorais.
Keiko defende um marco liberal e a proteção da propriedade privada, bem como atrair investimentos estrangeiros. Sánchez prometeu elevar salários e manter abertura econômica, com foco na autonomia do banco central.
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