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O fim do transatlanticismo

O liberalismo transatlântico acabou como ideologia; a relação, porém, persiste com confiança abalada e novas dinâmicas entre EUA e Europa

On a light blue background, an image of a map torn in two, with a cutout of the United States flag on the left, and the flag for the European Union on the right.
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  • O texto afirma que o liberalismo internacional chegou ao fim, pois o relacionamento entre EUA e Europa se deteriorou e o mundo se tornou multipolar.
  • A ordem liberal apoiada pelos EUA, com instituições como Organização das Nações Unidas, Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e a aliança da OTAN, além do apoio à União Europeia, não existe mais como antes.
  • A ruptura é atribuída a crises ao longo de décadas e, especialmente, às ações da administração de Donald Trump, incluindo tarifas e tensões com a Europa, além de guerras no Oriente Médio.
  • O artigo destaca que a confiança entre as duas margens foi quebrada de modo irreversível, com a percepção de que os EUA pode agir de modo oportunista frente a outros países, como a China.
  • Apesar do fim da ideologia trans-Atlanticista, o texto sustenta que a relação entre Europa e Estados Unidos pode seguir relevante por interesses comuns, ainda que não mais sob a mesma moldura liberal.

O fim do transatlanticismo não encerra o vínculo entre EUA e Europa, mas transforma seu molde. O texto analisa que a ordem liberal internacional, alimentada pela cooperação EUA-UE, está encerrada como ideologia dominante, apesar de a relação seguir relevante.

O artigo sustenta que o momento atual é marcado pelo declínio da hegemonia liberal norte-americana e pela ascensão de multipolaridade. Estados Unidos passam a agir como potência predatória, acelerando seu egen maior atrito com a China.

A crítica central aponta que, ao longo de crises como 11 de setembro, crise financeira, pandemia e conflitos na Europa e no Oriente Médio, o arcabouço liberal foi fragmentado. Mesmo seguidores da ordem reconhecem que ela chegou ao fim.

Segundo a análise, o rompimento tem raiz em mudanças profundas nos EUA e na Europa. Nos EUA, o ILiberalismo cresce, com impactos sobre normas domésticas, instituições e políticas externas. A transição se torna irreversível.

Na Europa, a mudança é psicológica: a confiança histórica na proteção transatlântica se esvai. A guerra e a competição com a China aceleram a reavaliação do social contrato com os EUA, mantendo, porém, alguns laços práticos.

O texto ressalta que, mesmo com o fim da ideologia liberal, as relações entre os dois lados do Atlântico não desaparecem. Interesses comuns e cooperação em áreas estratégicas devem continuar, mas sem a mesma base histórica de confiança.

Como consequência, a percepção de confiabilidade dos laços transatlânticos muda. Europeus passam a entender que não há garantias automáticas de apoio dos EUA, condição que molda decisões políticas futuras.

Mudanças no cenário global

A multipolaridade altera prioridades estratégicas e comerciais. A influência de atores como a China cresce, enquanto políticas de tarifas e transições energéticas afetam a dinâmica entre as duas margens do Atlântico.

Impactos na relação prática

Mesmo com o adeus da ideologia liberal, União Europeia e Estados Unidos mantêm cooperação em defesa, economia e segurança. A interlocução é reorientada, sem a expectativa de retorno ao passado.

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