- Mahmoud Abbas, de 90 anos, emitiu decreto para eleições presidenciais no início de 2027 e legislativas em novembro do mesmo ano, sem confirmar se será candidato.
- O decreto convoca o Conselho Nacional Palestino (OLP) a organizar as eleições no território nacional e no exterior.
- Abbas venceu a última eleição presidencial em 2005, com mandato de quatro anos; o mandato foi prorrogado e não houve novas eleições.
- As eleições fazem parte de reformas apoiadas pela comunidade internacional; o Parlamento não se reúne desde 2007.
- A viabilidade eleitoral enfrenta obstáculos, como garantias de votação em Jerusalém Oriental e na Faixa de Gaza, segundo especialistas.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, de 90 anos, emitiu um decreto para eleições presidenciais no início de 2027 e legislativas em novembro do mesmo ano. A notícia foi publicada pela agência oficial Wafa nesta segunda-feira, 15. Não há confirmação de que Abbas disputará o pleito.
Abbas venceu a última eleição presidencial em 2005, com mandato de quatro anos que deveria ter terminado em 2009. O mandato foi prorrogado e nenhuma eleição presidencial foi realizada desde então. O governante ocupa o cargo por decretos presidenciais, o que alimenta críticas internas e externas.
O decreto ordena ainda as eleições do Conselho Nacional Palestino, o parlamento da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), previsto para novembro. O CNP tem mais de 700 membros, tanto de territórios palestinos quanto do exterior.
Detalhes sobre as eleições e desafios
Especialistas lembram que, apesar da vontade política, há entraves práticos. A votação em Jerusalém Oriental ocupada e na Faixa de Gaza não tem garantias, o que pode inviabilizar as eleições legislativas. A pressão internacional também é citada como fator influente.
As últimas eleições legislativas ocorreram em 2006, quando o Hamas venceu o Fatah. Desde então, o Conselho Legislativo Palestino não se reúne. Em 2021, Abbas anunciou eleições para maio e julho, mas elas foram adiadas por falta de garantias de voto em áreas ocupadas.
Em abril, palestinos participaram de eleições municipais na Cisjordânia, a primeira desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023. O pleito atual aparece como parte de reformas pedidas pela comunidade internacional, com apoio financeiro à Autoridade Palestina.
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