- O Irã disse haver “progresso” nas negociações com os EUA após a primeira rodada de talks em Genebra, com mediação de Paquistão e Catar; um roteiro para um acordo final deve ficar pronto em até sessenta dias, e as negociações técnicas seguem durante a semana.
- O Irã mantém que o fim dos ataques israelenses contra o Hezbollah no Líbano é parte essencial do acordo; Israel não participa diretamente das conversas.
- Um comunicado conjunto dos mediadores informou que houve um avanço rumo a um acordo final em sessenta dias; os Estados Unidos também estudam emitir uma isenção de cinquenta dias para sanções sobre petróleo, petroquímicos e derivados.
- No fim de semana, o Irã reinstaurou o bloqueio do Estreito de Hormuz em protesto contra ataques israelenses; o presidente dos Estados Unidos reagiu na internet, com uma ameaça pedindo que o Irã não exista.
- O texto não traz outras alterações relevantes para o tema central das negociações entre Washington e Teerã.
Abbas Araghchi informou progresso nas negociações entre EUA e Irã, realizadas pela primeira rodada em conferência na Suíça. O encontro contou com mediação paquistanesa e catariana. O objetivo é encerrar o conflito ligado à guerra no Líbano.
O bloco de mediadores divulgou um comunicado conjunto com o US e o Irã, que aponta um roteiro para um acordo final em até 60 dias. Quatrocentos encontros técnicos entre representantes de menor escalão devem seguir na semana.
Fontes indicam que, para destravar o avanço, o Tesouro dos EUA trabalha na aprovação de uma isenção de sanções de 60 dias sobre petróleo, petroquímicos e derivados. A medida é vista como crucial pelo esforço de cooperação.
Novos passos e contexto regional
O Irã exigiu o fim dos ataques israelenses a Hezbollah, condição-chave para qualquer acordo, ainda que Israel não participe diretamente das negociações. A Casa Branca não detalhou o alcance imediato dessas demandas.
Trump reagiu nas redes sociais a novas ações do Irã, após o Irã ter reativado bloqueio no estreito de Hormuz em protesto aos ataques aéreos em território libanês. A resposta do presidente foi de tom agressivo.
Outros desdobramentos globais
No Reino Unido, Keir Starmer anunciou que deixará o cargo de primeiro-ministro, após pressão interna no Partido Trabalhista, com o país em processo de gestão de uma liderança futura. Starmer permanecerá até a conclusão do processo de transição.
A votação na Colômbia trouxe Abelardo de la Espriella como vencedor no segundo turno, com viés de direita, derrotando Iván Cepeda. A vitória sinaliza a continuidade de uma tendência conservadora na região.
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