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Pizzagate: escândalo de fake news que impactou a campanha de Hillary Clinton

Caso Pizzagate: fake news ganhou força nas redes sem evidência; autoridades não comprovaram acusações sobre a pizzaria Comet Ping Pong

(Gustavo Rodrigues/Mundo Estranho)
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  • Em 2016, e-mails de John Podesta foram divulgados pelo WikiLeaks; o uso repetido de termos como “pizza” e “cheese” gerou suspeitas entre usuários de fóruns.
  • A análise de mensagens sugeriu que “cheese pizza” seria código para pornografia infantil, com “pizza” significando menina, “hot-dog” menino e “sauce” orgia.
  • As acusações ligaram a pizzaria Comet Ping Pong, em Washington, a Abdelast por meio de ligações com a campanha de Hillary Clinton; houve relatos de acordo para arrecadação de fundos.
  • Não há evidência comprovada: investigações oficiais, incluindo a polícia local e o FBI, não encontraram provas; uma visita do jornal The New York Times confirmou ausência de porão no local.
  • A história ganhou força online e entre apoiadores de Donald Trump, com incidentes subsequentes envolvendo tentativa de ataque ao restaurante e remoção de tuítes de Michael Flynn; afirmações sem comprovação foram amplificadas.

Fontes: jornais e veículos citados na matéria original.

Em 2016, mensagens hackeadas de John Podesta alimentaram uma teoria de conspiração que atingiu a campanha de Hillary Clinton. O material, divulgado pelo WikiLeaks, mostrou e-mails da equipe de campanha, com termos que levantaram suspeitas entre usuários de fóruns online.

A suspeita ganhou força após interpretações de palavras como pizza e cheese pizza, que alguns associaram a códigos de abuso infantil. A leitura é contestada por especialistas, mas o tema ganhou tração em comunidades online e em sites de direita.

As investigações apontaram a pizzaria Comet Ping Pong, em Washington, como palco de rumores. James Alefantis, dono do local, foi citado em comunicações com apoiadores da campanha e com o irmão de Podesta, Tony Podesta, conhecido lobista.

Não há evidências verificáveis de um abrigo subterrâneo de abusos na pizzaria. Em 2016, a polícia de Washington e o FBI não encontraram provas que sustentassem as acusações, e o FBI não abriu investigação formal por falta de evidências.

Desdobramentos e verificação

The New York Times visitou o local e concluiu que não há quarto subterrâneo nem sinal de abuso. Reportagens destacaram que o caso se tornou exemplo dos riscos de teorias da internet se tornarem realidades.

O caso ganhou amplificação em redes sociais e em veículos de desinformação. Michael Flynn chegou a mencionar o tema no Twitter, e informações associadas circularam com apoio a plataformas de extrema direita.

Eventos posteriores reforçaram a percepção pública de que a história foi impulsionada por rumores. Em 2016, Edgar Welch foi ao Comet Ping Pong com armas, sem encontrar evidências, e foi preso.

Contexto e repercussões

A história é vista como exemplo de como teorias da conspiração podem afetar o mundo real. Embora haja quem tenha difundido o material, não houve comprovação de participação direta de Hillary Clinton ou de figuras oficiais.

Autoras: reportagens de veículos como Folha de S.Paulo, Time, The New York Times, Washington Post, VEJA, Vice, além de plataformas de mídia e fóruns de discussão. As fontes consultadas variam entre imprensa tradicional e conteúdos de redes sociais.

Observação

O material envolve temas sensíveis e envolve linguagem de teorias não comprovadas. A narrativa apresentada não demonstra fatos comprovados e foi tratada apenas como registro do debate público da época.

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