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Governo busca apoio da sociedade civil para enfrentar mudanças das big techs

- O governo Lula busca apoio da sociedade civil contra mudanças nas "big techs". - Jorge Messias adiou audiência pública para incluir mais representantes civis. - Preocupação com retrocesso nas diretrizes de discurso de ódio da Meta. - Mudanças da Meta afetam minorias, permitindo xingamentos e ofensas. - Apesar das preocupações, Meta respeitou prazos de resposta da AGU.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está se preparando para enfrentar mudanças nas estratégias das big techs, como Google, Apple, Facebook e Amazon. Antes de qualquer decisão, a administração buscará o apoio da sociedade civil, entidades defensoras da democracia e órgãos de controle, enfatizando que a luta é coletiva e não […]

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está se preparando para enfrentar mudanças nas estratégias das big techs, como Google, Apple, Facebook e Amazon. Antes de qualquer decisão, a administração buscará o apoio da sociedade civil, entidades defensoras da democracia e órgãos de controle, enfatizando que a luta é coletiva e não apenas do governo. O ministro da Advocacia Geral da União (AGU), Jorge Messias, adiou uma audiência pública sobre o tema para permitir maior participação de representantes da sociedade civil e do Ministério Público.

Messias expressou preocupação com a Meta, especialmente em relação à alteração no manual de Conduta de Discurso de Ódio, que, segundo ele, impacta negativamente grupos vulneráveis, como mulheres, negros e a comunidade LGBTQIA+. O ministro alertou que as mudanças permitem ofensas a minorias, o que é considerado crime no Brasil. Ele destacou que a Meta, ao responder às solicitações do governo, demonstrou respeito, embora as alterações no tratamento de conteúdo de ódio sejam alarmantes.

Além disso, Messias informou que o serviço das agências de checagem de fatos continuará ativo no Brasil, o que ele considera um aspecto positivo na relação com a Meta. A decisão de manter esse serviço é vista como uma abordagem cuidadosa da empresa em relação ao governo brasileiro, mas a preocupação com a nova política de discurso de ódio persiste. O governo está atento às implicações dessas mudanças e busca um diálogo construtivo com as plataformas digitais.

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