Um casal de empresários, proprietários de armazéns de café em Altinópolis (SP), está sendo investigado pela Polícia Civil por suspeita de apropriação indébita qualificada e lavagem de dinheiro. A investigação surgiu após 16 queixas de produtores rurais, que alegam um prejuízo que pode variar de R$ 20 milhões a R$ 70 milhões. Os empresários, que […]
Um casal de empresários, proprietários de armazéns de café em Altinópolis (SP), está sendo investigado pela Polícia Civil por suspeita de apropriação indébita qualificada e lavagem de dinheiro. A investigação surgiu após 16 queixas de produtores rurais, que alegam um prejuízo que pode variar de R$ 20 milhões a R$ 70 milhões. Os empresários, que não tiveram suas identidades divulgadas, não foram localizados até o momento.
Os armazéns, que tradicionalmente guardam e negociam o café dos produtores, apresentaram uma situação alarmante: segundo o delegado, os locais estavam praticamente vazios, com apenas 50 sacas de café encontradas em um dos armazéns. A Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, mas não conseguiu localizar os sócios, que não atenderam mais os telefonemas dos produtores.
Os investigadores estão em busca do destino do café desaparecido, que, devido à sua qualidade, geralmente é destinado ao mercado internacional. O delegado Picinato solicitou o bloqueio de contas bancárias, veículos, imóveis e outros ativos financeiros dos suspeitos para rastrear o fluxo de dinheiro e identificar possíveis beneficiários da situação.
A ação visa garantir que as vítimas possam ser ressarcidas, total ou parcialmente, através de uma ação cível futura. A situação levanta preocupações sobre a credibilidade das corretoras de café na região, que até então eram respeitadas por sua atuação no setor.
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