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Investigadores solicitam prorrogação da prisão do presidente afastado Yoon Suk Yeol

- O presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol foi preso após impeachment por insurreição. - Investigadores pedem prorrogação da detenção de Yoon por até 20 dias. - Yoon se recusa a comparecer a interrogatórios, alegando já ter se manifestado. - A Coreia do Sul enfrenta sua pior crise política em décadas desde a lei marcial. - O apoio ao Partido do Poder Popular aumentou após a prisão de Yoon, segundo pesquisas.

A agência anticorrupção da Coreia do Sul anunciou nesta sexta-feira (17) que solicitará a um tribunal de Seul a prorrogação da detenção do presidente afastado Yoon Suk Yeol, que se recusa a ser interrogado. Yoon, que se tornou o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser preso, enfrenta uma investigação sobre a imposição de lei […]

A agência anticorrupção da Coreia do Sul anunciou nesta sexta-feira (17) que solicitará a um tribunal de Seul a prorrogação da detenção do presidente afastado Yoon Suk Yeol, que se recusa a ser interrogado. Yoon, que se tornou o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser preso, enfrenta uma investigação sobre a imposição de lei marcial em dezembro, que durou apenas seis horas. Ele está detido no Centro de Detenção de Seul, e a atual ordem de prisão expira nesta noite.

Para manter Yoon sob custódia, os investigadores do Corruption Investigation Office for High-ranking Officials (CIO) precisam de um novo mandado que pode estender a detenção por até 20 dias. Um oficial do CIO indicou que a solicitação será feita devido à gravidade das acusações. O Tribunal Distrital Central de Seul já rejeitou uma contestação dos advogados de Yoon sobre a legalidade de sua prisão, considerando-a válida.

Yoon, que se recusa a comparecer aos interrogatórios, argumenta que já apresentou sua posição no primeiro dia de detenção. Seu advogado, Seok Dong-hyeon, afirmou que não há necessidade de novas perguntas. A equipe de defesa nega as acusações de insurreição, um crime severamente punido na Coreia do Sul, e espera que o tribunal considere a ilegalidade da detenção ao revisar o mandado.

A crise política na Coreia do Sul se intensificou após a tentativa de Yoon de impor a lei marcial, que foi rapidamente rejeitada pelo parlamento. Desde sua prisão, o Partido do Poder Popular (PPP), ao qual Yoon é afiliado, viu um aumento em sua popularidade, refletindo a polarização política no país. Pesquisas recentes indicam que o apoio ao PPP subiu para 39%, superando o principal partido de oposição pela primeira vez desde agosto.

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