O comandante do Exército, Tomás Paiva, planeja visitar o general da reserva e ex-ministro de Jair Bolsonaro, Walter Braga Netto, que está preso há um mês na 1ª Divisão de Exército, na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Embora a data da visita ainda não tenha sido definida, fontes próximas ao comandante esclarecem que não […]
O comandante do Exército, Tomás Paiva, planeja visitar o general da reserva e ex-ministro de Jair Bolsonaro, Walter Braga Netto, que está preso há um mês na 1ª Divisão de Exército, na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Embora a data da visita ainda não tenha sido definida, fontes próximas ao comandante esclarecem que não se tratará de um encontro de solidariedade, mas de uma inspeção rotineira que Paiva realiza com militares detidos.
Essas visitas têm como objetivo avaliar as condições dos detentos, incluindo as instalações onde estão alocados, sua saúde e o acesso a advogados. Tomás Paiva já seguia essa prática quando liderava o Comando Militar do Sudeste e a manteve ao assumir o comando do Exército. O comandante também realiza inspeções em hospitais das Forças Armadas, demonstrando seu compromisso com o bem-estar dos militares.
A relação entre Paiva e Braga Netto é tensa, uma vez que o ex-ministro chegou a incitar ataques contra o atual comandante nas redes sociais. A Polícia Federal revelou que, após a diplomação do presidente Lula, em 17 de dezembro de 2022, Braga Netto orientou um ex-capitão a “viralizar” críticas a Tomás Paiva, intensificando a pressão sobre o oficial em perfis de apoiadores de Bolsonaro.
Além de Braga Netto, outros militares, como o coronel Marcelo Câmara, também foram alvo das inspeções de Paiva. Câmara é um dos 37 indiciados no inquérito sobre a tentativa de golpe, evidenciando a continuidade das ações do comandante em relação a militares que enfrentam problemas legais.
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