A BR-381, que conecta Minas Gerais a São Paulo, é conhecida como a “Rodovia da Morte” devido ao elevado número de acidentes e à falta de manutenção. Entre 2018 e 2023, a rodovia registrou 3.960 acidentes e 420 mortes, conforme dados da Polícia Rodoviária Federal. Com um traçado sinuoso e pistas simples, a rodovia se […]
A BR-381, que conecta Minas Gerais a São Paulo, é conhecida como a “Rodovia da Morte” devido ao elevado número de acidentes e à falta de manutenção. Entre 2018 e 2023, a rodovia registrou 3.960 acidentes e 420 mortes, conforme dados da Polícia Rodoviária Federal. Com um traçado sinuoso e pistas simples, a rodovia se tornou um dos trechos mais perigosos do Brasil, refletindo o temor dos motoristas que a utilizam.
Inaugurada em 1960 durante o governo de Juscelino Kubitschek, a BR-381 passou por um aumento significativo de acidentes na década de 1980, levando à sua gestão compartilhada com o estado de Minas Gerais em 1996. Em resposta aos perigos da rodovia, moradores de João Monlevade formaram o Serviço Voluntário de Resgate (Sevor), um grupo que auxilia motoristas e passageiros em situações de emergência.
Para enfrentar os problemas estruturais, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva optou pela concessão da rodovia à iniciativa privada, com um projeto que prevê R$ 10 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos. As melhorias incluem a duplicação de 106 km, construção de 83 km de faixas adicionais, correções de traçado, áreas de escape e 23 passarelas para pedestres.
A assinatura do contrato de concessão, realizada em 22 de janeiro, gerou críticas políticas. Lula comparou sua ação à de Jesus Cristo ao discutir a renegociação de dívidas estaduais e criticou a ausência do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que se ausentou devido a compromissos pré-agendados. Zema respondeu às críticas nas redes sociais, lembrando que o Partido dos Trabalhadores (PT) havia prometido melhorias na BR-381 por anos sem concretizá-las.
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