Márcio Pochmann, presidente do IBGE, enfrenta uma nova fase de crise no órgão, marcada por descontentamento entre servidores e denúncias de irregularidades. Em novembro, Pochmann solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) a investigação de possíveis conflitos de interesse envolvendo funcionários, o que gerou uma carta de repúdio assinada por 134 servidores, incluindo 125 em cargos […]
Márcio Pochmann, presidente do IBGE, enfrenta uma nova fase de crise no órgão, marcada por descontentamento entre servidores e denúncias de irregularidades. Em novembro, Pochmann solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) a investigação de possíveis conflitos de interesse envolvendo funcionários, o que gerou uma carta de repúdio assinada por 134 servidores, incluindo 125 em cargos de chefia. A insatisfação se intensificou com a criação da Fundação IBGE+, considerada por críticos como uma entidade que poderia desviar o foco do IBGE nas pesquisas.
Recentemente, Pochmann se reuniu com ministros do governo Lula para discutir as dificuldades de relacionamento com os servidores, que se agravaram desde setembro do ano passado. A tensão culminou na saída de diretores e em uma carta de gerentes do IBGE, que apontou um clima deteriorado e dificuldades nas lideranças. Apesar das críticas, aliados de Lula defendem as decisões de Pochmann, incluindo a fundação que visa captar recursos privados, com expectativa de arrecadar R$ 2 bilhões.
A crise se acentuou com a exoneração do diretor executivo da Fundação IBGE+, Marco Cicero Maciel, e a nomeação de Licio da Costa Raimundo para o cargo. A fundação, que ainda está em fase de estruturação, gerou preocupações sobre a qualidade das pesquisas do IBGE e a relação com os servidores, que se sentem desprestigiados e clamam por mais diálogo nas decisões.
A senadora Tereza Cristina apresentou um projeto para suspender a criação da Fundação IBGE+, argumentando que a medida pode comprometer a credibilidade do instituto. Em comunicado, a presidência do IBGE afirmou que a investigação de denúncias de consultorias privadas formadas por servidores é necessária e não afetará a qualidade das pesquisas, embora a situação continue a gerar tensões entre a administração e os funcionários.
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