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Câmara de SP debate ‘motoapp’; presidente defende estudo para evitar mortes no trânsito

- A Câmara Municipal de São Paulo inicia atividades com Ricardo Teixeira na presidência. - Teixeira defende regulamentação do "motoapp", enquanto o prefeito Nunes é contra. - Decisão judicial proíbe o serviço, alegando ilegalidade com base em decreto municipal. - Uber e 99 contestam a decisão, afirmando que a atividade é legal pela legislação federal. - Teixeira destaca a necessidade de estudos para evitar mortes no trânsito com o serviço.

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A Câmara Municipal de São Paulo iniciará suas atividades na próxima semana, com foco nas discussões sobre o transporte de passageiros por moto, conhecido como “motoapp”. O novo presidente, Ricardo Teixeira (União Brasil), expressou apoio ao serviço, mas ressaltou a necessidade de estudos para evitar um aumento nas mortes no trânsito. Em entrevista ao jornal […]

A Câmara Municipal de São Paulo iniciará suas atividades na próxima semana, com foco nas discussões sobre o transporte de passageiros por moto, conhecido como “motoapp”. O novo presidente, Ricardo Teixeira (União Brasil), expressou apoio ao serviço, mas ressaltou a necessidade de estudos para evitar um aumento nas mortes no trânsito. Em entrevista ao jornal O Globo, Teixeira destacou que, em média, 1,3 motociclistas morrem diariamente nas ruas da cidade.

Teixeira, que já foi secretário de Trânsito e idealizador da Faixa Azul, diverge do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que se opõe ao “motoapp” e tem enfrentado as empresas Uber e 99 desde o lançamento do serviço. A 99 começou a operar no dia 14 de janeiro e a Uber no dia 22, mas uma decisão judicial recente proibiu a atividade, atendendo a um pedido da prefeitura. O desembargador Eduardo Gouvêa, do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou que um decreto municipal, que suspende o serviço, permanece em vigor até que a validade da norma seja julgada.

As empresas argumentam que a atividade é legal com base na legislação federal e já recorreram da decisão. Teixeira enfatizou que sua preocupação não é com o serviço em si, mas com a segurança dos usuários. Ele defendeu a necessidade de cursos para motociclistas e informações claras à população sobre os riscos envolvidos. “Acho que temos que estudar, porque senão vamos criar uma infinidade de mortes no trânsito”, afirmou.

A discussão sobre o “motoapp” promete ser um tema central nas próximas sessões da Câmara, refletindo a tensão entre a administração municipal e as empresas de transporte. O debate deve envolver não apenas os legisladores, mas também a população e profissionais da saúde, visando encontrar um equilíbrio entre inovação no transporte e segurança viária.

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