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Planalto adia campanha de R$ 50 milhões para defender o Pix das fake news

- O governo Lula adiou campanha de R$ 50 milhões contra fake news sobre o Pix. - A Receita Federal recuou em fiscalização, mas campanha ainda não tem nova data. - Reformulações foram necessárias para abordar críticas à punição de informais. - Pesquisa revelou que desaprovação ao governo superou aprovação pela primeira vez. - A Secom avalia que a campanha perdeu o timing e pode reavivar polêmica.

O Palácio do Planalto decidiu adiar a campanha publicitária que tinha como objetivo combater as fake news sobre a taxação do Pix. A campanha, que contaria com um orçamento de R$ 50 milhões, estava programada para ser veiculada na TV, rádio e redes sociais, mas foi suspensa após o recuo da Receita Federal em relação […]

O Palácio do Planalto decidiu adiar a campanha publicitária que tinha como objetivo combater as fake news sobre a taxação do Pix. A campanha, que contaria com um orçamento de R$ 50 milhões, estava programada para ser veiculada na TV, rádio e redes sociais, mas foi suspensa após o recuo da Receita Federal em relação à fiscalização de transações acima de R$ 5 mil. O slogan da campanha seria “Pix: Seguro, Sigiloso e Sem Taxa”, e a decisão de adiá foi tomada em meio a uma reavaliação do contexto político.

A reformulação da campanha se deu em resposta à versão disseminada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que alegava que a fiscalização visava punir trabalhadores informais. As agências que atendem a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) já haviam adaptado o material para focar nesse público, mas a campanha foi postergada. Fontes da Secom indicam que novas alterações foram solicitadas, mas há preocupações de que a campanha possa reavivar a polêmica, uma vez que o tema perdeu destaque na mídia.

Além da questão do Pix, a Secom enfrenta um cenário desafiador, com a pesquisa da Quaest revelando que a desaprovação ao governo de Lula atingiu 49%, superando a aprovação de 47%. Essa mudança de percepção, especialmente entre os nordestinos e os mais pobres, que tradicionalmente apoiavam o governo, impactou o planejamento da comunicação. Em resposta, a Secom organizou uma conversa do presidente com jornalistas e planeja uma série de viagens de Lula pelo Brasil nas próximas semanas.

A decisão de adiar a campanha reflete a necessidade do governo de lidar com a crise de imagem e a desinformação, ao mesmo tempo em que busca reconquistar a confiança dos cidadãos. O momento de veiculação da campanha será avaliado conforme o noticiário e o contexto político, com a expectativa de que as peças possam ser publicadas “em um momento certo”.

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