A recente abertura do ano legislativo no Congresso Nacional, ocorrida em 3 de fevereiro de 2025, foi marcada por uma nova forma de manifestação política: o uso de bonés. Parlamentares da base governista e da oposição têm adotado o acessório como símbolo de suas respectivas narrativas, com mensagens que refletem suas posições políticas. O governador […]
A recente abertura do ano legislativo no Congresso Nacional, ocorrida em 3 de fevereiro de 2025, foi marcada por uma nova forma de manifestação política: o uso de bonés. Parlamentares da base governista e da oposição têm adotado o acessório como símbolo de suas respectivas narrativas, com mensagens que refletem suas posições políticas. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), iniciou essa tendência ao usar um boné vermelho com a frase “Make America Great Again”, em referência ao ex-presidente dos EUA, Donald Trump, o que foi interpretado como um aceno ao conservadorismo.
Na mesma linha, durante a eleição para a presidência do Senado, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usaram bonés azuis com a frase “O Brasil é dos brasileiros”. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, foi um dos responsáveis pela ideia, que visava contrabalançar a mensagem dos opositores. A resposta da oposição não tardou: na abertura do ano legislativo, deputados bolsonaristas entraram no plenário com bonés verde e amarelo, estampados com “Comida barata novamente. Bolsonaro 2026”, em protesto à alta dos preços dos alimentos.
O uso dos bonés se tornou um fenômeno que transcende o simples acessório, sendo visto como uma estratégia de comunicação política. O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho, destacou a necessidade de a esquerda se adaptar ao diálogo com o povo, enfatizando que a comunicação deve ser mais direta e objetiva. A polarização entre os grupos se intensificou, com provocações mútuas durante as sessões, onde a oposição também levou pacotes de café e picanha para simbolizar a inflação.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), criticou a “guerra dos bonés”, afirmando que o acessório não resolve os problemas do país. Ele ressaltou que o foco deve ser em ações concretas para ajudar o Brasil a avançar. A disputa dos bonés, que começou como uma provocação, agora se consolidou como um novo elemento no cenário político brasileiro, refletindo a polarização e as tensões entre governo e oposição.
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