A Câmara Municipal de São Paulo deu início aos trabalhos nesta sexta-feira com mais de 103 motocicletas estacionadas em frente ao Palácio Anchieta, em um encontro que discutiu a regulamentação do serviço de mototáxi. A reunião, proposta pela vereadora Amanda Paschoal (PSOL), contou com a presença de trabalhadores, sindicatos, especialistas e representantes de empresas como […]
A Câmara Municipal de São Paulo deu início aos trabalhos nesta sexta-feira com mais de 103 motocicletas estacionadas em frente ao Palácio Anchieta, em um encontro que discutiu a regulamentação do serviço de mototáxi. A reunião, proposta pela vereadora Amanda Paschoal (PSOL), contou com a presença de trabalhadores, sindicatos, especialistas e representantes de empresas como Uber e 99. A ausência de um representante da prefeitura evidenciou a falta de consenso sobre o tema, que divide tanto a base quanto a oposição no legislativo.
Os motociclistas autônomos expressaram descontentamento com a presença do presidente do SindiMotos, Gil dos Motoboys, que se posicionou a favor da prefeitura, contrária à liberação do serviço. A proposta de regulamentação apresentada por ele ao presidente da Câmara, Ricardo Teixeira (União Brasil), não foi bem recebida, com os motociclistas temendo possíveis impostos e taxações. O debate também refletiu uma tentativa da esquerda de liderar a discussão, com vereadores do PSOL defendendo a regularização, mas alertando para a necessidade de garantir direitos sociais e trabalhistas.
A vereadora Kei Lima (PSOL) enfatizou que “trabalhar não é crime” e criticou a gestão atual por não ouvir os trabalhadores e aplicar multas. Silvia da bancada Feminista (PSOL) também destacou a importância de uma regulamentação que proteja os direitos dos motociclistas. A vereadora Renata Falzoni (PSB) acrescentou que é necessário exigir das empresas o compartilhamento de dados e a qualificação mínima dos motoristas.
A gerente sênior de relações governamentais da 99, Irina Frare Cezar, considerou positivo o debate, ressaltando que as plataformas se sentiram pouco consultadas durante a análise do Grupo de Trabalho há dois anos. A nova legislatura parece mais receptiva ao tema, especialmente após a suspensão do serviço por decisão judicial. Durante a reunião, os motociclistas criticaram abertamente a gestão de Ricardo Nunes, que realizou apreensões de motos durante o breve período em que o serviço operou na capital.
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