O PSOE decidiu não apoiar o plano de construção de 40 residências para idosos na Comunidade de Madrid, proposto pelo governo de Isabel Díaz Ayuso. A resolução foi aprovada durante o congresso que elegeu Óscar López como novo líder do partido na região. O documento solicita que os 179 municípios se oponham à cessão de […]
O PSOE decidiu não apoiar o plano de construção de 40 residências para idosos na Comunidade de Madrid, proposto pelo governo de Isabel Díaz Ayuso. A resolução foi aprovada durante o congresso que elegeu Óscar López como novo líder do partido na região. O documento solicita que os 179 municípios se oponham à cessão de terrenos a empresas privadas, defendendo que a gestão desses serviços deve ser pública. Essa mudança de postura é significativa, especialmente para agrupações como as de Rivas e Leganés, que anteriormente apoiavam o programa.
O plano de Ayuso, anunciado durante o Debate do Estado da Região, visa construir as residências até 2030, utilizando um modelo de cooperação público-privada. A presidente afirmou que se trata do “mais ambicioso” projeto residencial da história da comunidade. Apesar do interesse de muitos municípios, o PSOE agora argumenta que essa iniciativa representa uma privatização dos serviços públicos, já que o último programa eleitoral defendia a construção de residências de gestão pública.
A proposta inclui a construção de 4.215 camas, com 2.400 reservadas para a comunidade e 1.755 disponíveis no mercado livre. O partido critica os padrões de qualidade, alegando que são inferiores aos promovidos pelo governo central após a pandemia. O secretário de Maiores e Qualidade de Vida do PSOE, José Ángel Chamorro, expressou que a iniciativa regional transforma cidadãos em “mercadorias” para beneficiar interesses privados.
Em Rivas, o PSOE alterou sua posição, solicitando que a parcela cedida em 2006 seja utilizada apenas para uma residência pública. A vereadora de Maiores, Marisa Pérez, enfatizou a necessidade de garantir a atenção adequada aos idosos. Em Leganés, o partido também apresentou uma iniciativa para reivindicar uma das residências públicas, mas a confusão sobre a natureza pública dos novos centros persiste, refletindo a diversidade de modelos de gestão entre as residências existentes na região.
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