O rapper Oruam, atualmente com a música mais ouvida do Brasil no Spotify, é o foco de um projeto de lei na Câmara Municipal de São Paulo, conhecido como “Lei Anti-Oruam”. Proposto pela vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil), o projeto visa proibir a contratação de artistas que façam apologia ao crime organizado ou ao uso […]
O rapper Oruam, atualmente com a música mais ouvida do Brasil no Spotify, é o foco de um projeto de lei na Câmara Municipal de São Paulo, conhecido como “Lei Anti-Oruam”. Proposto pela vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil), o projeto visa proibir a contratação de artistas que façam apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas em eventos públicos voltados ao público infantojuvenil. Embora Oruam não seja mencionado diretamente no texto, Vettorazzo deixou claro em suas redes sociais que deseja impedir suas apresentações na cidade.
Durante um evento sobre investimentos culturais, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) foi questionado sobre a proposta e defendeu a vereadora, afirmando que não conhece Oruam. Ele anunciou um investimento de R$ 319 milhões para a cultura em São Paulo, parte do pacote São Paulo + Cultura. Oruam, que é filho do traficante Marcinho VP, é apontado por Vettorazzo como um artista que “abriu as porteiras” para a normalização de referências ao crime em músicas de rap e funk.
A proposta de Vettorazzo gerou reações diversas, com críticos argumentando que se trata de uma forma de criminalizar gêneros musicais, especialmente o funk e o rap. A deputada Ediane Maria (PSOL) afirmou que a iniciativa é uma perseguição à cultura periférica e pode instaurar medo na população. Além disso, a proposta já inspirou ações semelhantes em outras capitais, com vereadores de pelo menos 12 cidades protocolando projetos similares.
O projeto de lei também foi levado ao Congresso, com o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) apresentando uma proposta que visa restringir a apresentação de artistas que façam apologia ao crime. Kataguiri e Vettorazzo relataram ter recebido ameaças de seguidores de Oruam, mas afirmaram que não recuarão na defesa do projeto. A proposta, no entanto, enfrenta críticas por potencialmente infringir a liberdade de expressão e por ser considerada inconstitucional por especialistas em direito.
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