O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reuniu nesta terça-feira, 11, com Vanessa Vieira, esposa de um dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O encontro, promovido pela oposição ao governo Lula (PT), ocorreu no Plenário Ulysses Guimarães. O marido de Vanessa, Ezequiel Ferreira Luís, foi condenado a 14 […]
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reuniu nesta terça-feira, 11, com Vanessa Vieira, esposa de um dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O encontro, promovido pela oposição ao governo Lula (PT), ocorreu no Plenário Ulysses Guimarães. O marido de Vanessa, Ezequiel Ferreira Luís, foi condenado a 14 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Após a reunião, o líder da oposição, Coronel Zucco (PL-RS), destacou que Motta foi “muito solícito à pauta” e expressou esperança de que o presidente da Câmara pautará o projeto de lei que anistia os envolvidos nos ataques.
Na última sexta-feira, Motta afirmou que a invasão aos Três Poderes foi “grave”, mas não uma tentativa de golpe. Ele reconheceu que as penas são severas e que o tema gera divisões na Câmara. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), está buscando apoio para a anistia, especialmente em um momento que considera de declínio do governo Lula. Cavalcante acredita que a votação pode ocorrer antes do Carnaval e que já conta com apoio de partidos como União Brasil e PP.
A estratégia da oposição inclui pressionar Motta a não instalar a comissão especial para análise do projeto e levar a proposta diretamente ao plenário. A visita de Vanessa à Câmara foi parte de um esforço para humanizar os presos e angariar apoio popular. Motta, que prometeu imparcialidade, tem sido criticado por suas declarações que minimizam os atos de 8 de janeiro, o que gerou reações de parlamentares da base governista.
O ex-presidente Jair Bolsonaro e líderes do PL estão mobilizando esforços para conseguir votos para a anistia. Motta, no entanto, considera o tema uma “pauta tóxica” que pode prejudicar a apreciação de assuntos mais urgentes. Apesar das pressões, ele tem se mostrado cauteloso em pautar a anistia a curto prazo, buscando manter o equilíbrio entre as demandas da direita e as necessidades do governo.
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