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Maioria da população entende objetivo da fiscalização do Pix, revela pesquisa

- A ampliação da fiscalização do Pix gerou forte oposição e desinformação nas redes. - Pesquisa revelou que 58,9% da população entendeu a norma como fiscalização tributária. - A norma foi revogada em 15 de janeiro, considerada uma derrota do governo. - A desinformação atingiu mais quem possui Ensino Superior, com 19,8% errados. - Apesar das críticas, 58,9% continuaram usando o Pix normalmente após a norma.

A ampliação da fiscalização do Pix, que gerou polêmica no Palácio do Planalto em janeiro, enfrentou forte resistência nas redes sociais, marcada por desinformação e dificuldades de comunicação sobre seus objetivos. A medida, que visava a fiscalização tributária e a redução de irregularidades como a lavagem de dinheiro, foi revogada rapidamente, sendo considerada uma vitória […]

A ampliação da fiscalização do Pix, que gerou polêmica no Palácio do Planalto em janeiro, enfrentou forte resistência nas redes sociais, marcada por desinformação e dificuldades de comunicação sobre seus objetivos. A medida, que visava a fiscalização tributária e a redução de irregularidades como a lavagem de dinheiro, foi revogada rapidamente, sendo considerada uma vitória da oposição.

Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg revelou que 58,9% da população brasileira compreendeu que a norma tinha como finalidade a fiscalização de impostos. Apenas 16,7% acreditavam que o intuito era taxar as transações via Pix, enquanto 24,8% não souberam responder. A desinformação foi mais prevalente entre pessoas com Ensino Superior, onde 19,8% pensavam que a medida visava a taxação, em comparação a 9,5% entre aqueles com Ensino Fundamental.

A pesquisa também avaliou o impacto da norma no uso do Pix. A maioria, 58,9%, continuou utilizando o serviço normalmente, enquanto 24,3% consideraram evitar, mas mantiveram o uso. Apenas 14,7% passaram a evitar efetivamente, e 2,1% pararam de usar. A norma, que começou a vigorar no início de janeiro, exigia que instituições financeiras reportassem movimentações acima de R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para empresas.

Após enfrentar críticas e uma onda de fake news, o governo decidiu revogar a norma em 15 de janeiro, reconhecendo a derrota na comunicação nas redes sociais. A decisão de voltar atrás reflete a dificuldade em esclarecer os objetivos da medida e a resistência da oposição.

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