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Apple e Google renomeiam Golfo do México como ‘Golfo da América’ em seus mapas nos EUA

- O presidente Donald Trump renomeou o Golfo do México para "Golfo da América", gerando polêmica. - Apple e Google Maps mudaram a nomenclatura para usuários nos EUA, mantendo o nome original para outros. - A Associated Press foi barrada de um evento na Casa Branca por não seguir a nova nomenclatura. - A mudança de nome reflete uma ação executiva que visa "honrar a grandeza americana". - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, minimizou a decisão, reafirmando o nome original.

A Apple atualizou o nome do Golfo do México para “Golfo da América” em seu aplicativo de mapas para usuários nos Estados Unidos, seguindo um decreto do presidente Donald Trump. Essa mudança, que se alinha com a decisão do Google, que fez a alteração um dia antes, não afeta usuários fora dos EUA, que continuarão […]

A Apple atualizou o nome do Golfo do México para “Golfo da América” em seu aplicativo de mapas para usuários nos Estados Unidos, seguindo um decreto do presidente Donald Trump. Essa mudança, que se alinha com a decisão do Google, que fez a alteração um dia antes, não afeta usuários fora dos EUA, que continuarão a ver o nome original. O Google informou que, enquanto usuários americanos verão “Golfo da América”, aqueles no México ainda visualizarão “Golfo do México”, e demais usuários terão acesso a ambos os nomes.

A mudança de nomenclatura faz parte de uma ordem executiva assinada por Trump em 20 de janeiro, que também rebatizou o Monte Denali como Monte McKinley. O presidente justificou que essas alterações “honram a grandeza americana” e refletem a importância histórica e econômica da região. O Golfo do México, que abrange uma área de aproximadamente 1,55 milhão de km², é vital para a indústria marítima dos Estados Unidos.

A Associated Press (AP) foi barrada de um evento na Casa Branca após se recusar a adotar a nova nomenclatura, o que gerou críticas sobre a liberdade de imprensa. A AP afirmou que continuará a se referir ao golfo pelo nome original, reconhecendo o novo nome, mas ressaltando que a mudança não é reconhecida internacionalmente. A editora-executiva da AP, Julie Pace, classificou a decisão do governo como “alarmante” e uma violação da Primeira Emenda.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, minimizou a importância do decreto, afirmando que ele se aplica apenas ao território dos EUA e que, para o resto do mundo, a região continuará a ser chamada de Golfo do México. A mudança de nome gerou reações diversas, com algumas empresas já adotando a nova nomenclatura em seus relatórios financeiros, enquanto outras, como a BP e a Chevron, começaram a usar “Golfo da América” em suas comunicações.

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