O ministro Walton Alencar, do Tribunal de Contas da União (TCU), solicitou urgência para o início da auditoria na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, aprovada em agosto de 2023. Essa auditoria visa investigar o uso dos fundos de pensão das estatais em investimentos mal estruturados e com objetivos políticos, […]
O ministro Walton Alencar, do Tribunal de Contas da União (TCU), solicitou urgência para o início da auditoria na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, aprovada em agosto de 2023. Essa auditoria visa investigar o uso dos fundos de pensão das estatais em investimentos mal estruturados e com objetivos políticos, relembrando casos passados em que Previ, Petros e Funcef financiaram projetos que resultaram em corrupção, como o escândalo do petrolão.
A auditoria foi motivada pela indicação do sindicalista João Fukunaga para liderar a Previ, além de um déficit de R$ 14 bilhões registrado entre janeiro e novembro de 2024. Alencar destaca que esse déficit pode ser resultado de desequilíbrio técnico nos ativos do fundo, que variam conforme o mercado. No entanto, a urgência se justifica pela necessidade de identificar “potenciais riscos” e evitar a repetição de erros do passado.
Historicamente, os fundos de pensão enfrentaram problemas significativos, especialmente durante os governos petistas, quando financiaram a Sete Brasil, uma estatal que se tornou um símbolo de corrupção e ineficiência. A Sete Brasil, que deveria fornecer sondas para a Petrobras, acabou falindo e deixou um legado de dívidas e prejuízos para os cotistas, que tiveram que fazer contribuições extraordinárias para cobrir os rombos.
Diante desse contexto, a auditoria do TCU é considerada essencial para proteger o patrimônio dos cotistas e evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer. A análise dos investimentos e a transparência na gestão dos fundos de pensão são fundamentais para garantir a segurança financeira dos funcionários das estatais.
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