Khaled Sabsabi foi abruptamente retirado como representante da Austrália na Bienal de Veneza de 2026 após um artigo da mídia levantar questões sobre uma de suas obras, que retrata um líder do Hezbollah. O anúncio foi feito pela Creative Australia, organizadora do pavilhão, que descreveu a decisão como “unânime” e não mencionou diretamente a controvérsia. […]
Khaled Sabsabi foi abruptamente retirado como representante da Austrália na Bienal de Veneza de 2026 após um artigo da mídia levantar questões sobre uma de suas obras, que retrata um líder do Hezbollah. O anúncio foi feito pela Creative Australia, organizadora do pavilhão, que descreveu a decisão como “unânime” e não mencionou diretamente a controvérsia. A organização prometeu revisar o processo de seleção, afirmando que um debate prolongado sobre a escolha poderia prejudicar o apoio público à comunidade artística australiana.
A controvérsia surgiu após a publicação de um artigo no Australian, que rotulou a obra de Sabsabi como uma “abordagem criativa ao racismo”. O artigo focou na instalação em vídeo de 2007, intitulada You, que utiliza imagens de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah. A obra, que apresenta Nasrallah em um discurso após a guerra de 2006 entre Líbano e Israel, foi descrita como “questionável e ambígua” pelo artigo, que também destacou o apoio de Sabsabi ao boicote do Festival de Sydney em 2022.
A decisão de cancelar a participação de Sabsabi gerou reações nas redes sociais, com artistas e internautas expressando indignação. A artista palestina Emily Jacir criticou a Creative Australia em sua conta no Instagram, chamando a decisão de “vergonhosa”. A controvérsia também sugere que as tensões em torno da guerra de Israel em Gaza continuarão a influenciar a Bienal de 2026, especialmente após a polêmica em torno do pavilhão de Israel na edição de 2024.
Sabsabi não havia revelado seus planos para o pavilhão de 2026, mas mencionou que seria um “lugar inclusivo” e “nurturing”. A retirada do artista marca uma mudança significativa para a Austrália, que conquistou o Leão de Ouro em 2024, e levanta questões sobre como a política internacional e as questões sociais impactarão a representação artística no evento.
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