Nos dois primeiros anos do governo Lula, o BNDES aprovou R$ 33,1 bilhões em crédito para estados e municípios, sendo R$ 24,7 bilhões destinados a estados e R$ 8,4 bilhões a municípios. Esse valor é três vezes maior do que o total aprovado durante as gestões de Jair Bolsonaro e Michel Temer, que somaram apenas […]
Nos dois primeiros anos do governo Lula, o BNDES aprovou R$ 33,1 bilhões em crédito para estados e municípios, sendo R$ 24,7 bilhões destinados a estados e R$ 8,4 bilhões a municípios. Esse valor é três vezes maior do que o total aprovado durante as gestões de Jair Bolsonaro e Michel Temer, que somaram apenas R$ 9,6 bilhões. Durante um encontro com novos prefeitos, Lula enfatizou que os bancos públicos não deixarão de atender a governadores ou cidades por questões ideológicas.
As cidades que mais receberam aprovações foram Rio de Janeiro e São Paulo, ambas com R$ 2,5 bilhões. O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), é aliado de Lula, enquanto Ricardo Nunes (MDB), de São Paulo, é opositor. Porto Alegre, sob a gestão de Sebastião Melo (MDB), recebeu R$ 1 bilhão. Entre os estados, São Paulo lidera com R$ 11,3 bilhões, seguido por Pará com R$ 3 bilhões e Mato Grosso do Sul com R$ 2,3 bilhões.
A média de aprovações do BNDES para estados e municípios no governo Lula é 36,9 vezes maior do que no governo anterior, com R$ 16,6 bilhões contra apenas R$ 440 milhões. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que os mecanismos de apoio foram desmontados na gestão anterior e que a atual administração está reestruturando essa política pública, priorizando a capacidade de endividamento de cada ente federativo.
Mercadante ressaltou que o esforço da gestão atual visa apoiar projetos estruturantes que melhorem a vida da população. Ele afirmou que a orientação de Lula é tratar governadores e prefeitos de maneira republicana, reafirmando o compromisso do BNDES em atender às demandas dos estados e municípios, independentemente de alinhamento político.
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