A deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, se manifestou sobre a condenação do ex-policial Jorge Guaranho pelo homicídio duplamente qualificado do guarda municipal e tesoureiro do PT, Marcelo Arruda. Em suas redes sociais, ela destacou que “saber que a justiça foi feita é muito importante” e enfatizou que “política se debate no campo […]
A deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, se manifestou sobre a condenação do ex-policial Jorge Guaranho pelo homicídio duplamente qualificado do guarda municipal e tesoureiro do PT, Marcelo Arruda. Em suas redes sociais, ela destacou que “saber que a justiça foi feita é muito importante” e enfatizou que “política se debate no campo das ideias”. A pena de 20 anos de prisão foi agravada pela motivação política e será cumprida em regime fechado. A decisão foi proferida no terceiro dia de julgamento e ainda cabe recurso.
O crime ocorreu em Foz do Iguaçu (PR), em 9 de julho de 2022, durante a festa de aniversário de 50 anos de Arruda, que tinha como tema o presidente Lula e o PT. A juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler classificou o ato como resultado de intolerância política, cometido por um apoiador de Jair Bolsonaro. O uso de uma arma pertencente à União pelo réu foi considerado um agravante. A defesa alegou que Guaranho, que compareceu ao tribunal com muletas, sofre de sequelas neurológicas que o impedem de recordar o crime.
Durante o julgamento, a viúva de Arruda, Pâmela Silva, relatou a dor da perda e a ausência do pai na vida de seu filho, que tinha apenas 40 dias na época do crime. Ela expressou que o bebê não tem consciência do que é ter um pai e que sua experiência de maternidade foi profundamente afetada. O tribunal ouviu diversas testemunhas, e a acusação destacou a criação do Dia Estadual de Luta Contra a Intolerância Política, em homenagem a Arruda.
A defesa de Guaranho sustentou que ele agiu em legítima defesa e que o crime não teve motivação política. No entanto, a juíza ressaltou que a intolerância política foi um fator determinante. Guaranho foi demitido do cargo de policial penal por uso indevido de arma pública e improbidade administrativa. A condenação de 20 anos foi vista por Pâmela como um passo importante para a justiça, embora ela tenha afirmado que não se trata de felicidade ou vingança, mas de um sentimento de dever cumprido.
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