Terrance “Terry” Cole foi indicado por Donald Trump para ser o próximo administrador da Drug Enforcement Administration (DEA), a agência antidrogas dos Estados Unidos. Com mais de duas décadas de experiência e missões em países como Afeganistão, Colômbia e México, Cole é conhecido por seu discurso rigoroso contra o narcotráfico. Trump anunciou que, juntos, eles […]
Terrance “Terry” Cole foi indicado por Donald Trump para ser o próximo administrador da Drug Enforcement Administration (DEA), a agência antidrogas dos Estados Unidos. Com mais de duas décadas de experiência e missões em países como Afeganistão, Colômbia e México, Cole é conhecido por seu discurso rigoroso contra o narcotráfico. Trump anunciou que, juntos, eles “salvarão vidas e farão a América segura novamente”, reforçando a abordagem dura de Washington em relação ao tráfico de drogas, que considera uma ameaça à segurança nacional.
Cole, que se aposentou como chefe regional da DEA para México, Central América e Canadá em 2020, retorna para integrar a equipe de Trump, que busca tratar os cartéis como organizações terroristas. Ele afirma que o narcotráfico é uma “plaga” que ameaça os Estados Unidos, e em uma entrevista, mencionou que o México se tornou um “campo de treinamento para o terror”, onde grupos estrangeiros se organizam para enviar drogas aos EUA. Essa visão se alinha com a ordem executiva de Trump que classifica cartéis como terroristas, visando grupos como o Cartel de Sinaloa e o Cartel Jalisco Nova Geração.
A nomeação de Cole pode agravar as tensões entre a DEA e o governo mexicano, que já enfrentou conflitos públicos com a agência. O presidente Andrés Manuel López Obrador criticou a DEA por supostas investigações ilegais e limitou a atuação de agentes estrangeiros no país. Cole, que já acusou o governo mexicano de conluio com cartéis, pode encontrar resistência em um cenário onde a colaboração bilateral é vista com desconfiança.
Antes de sua indicação, Cole atuou em diversas funções na DEA e, mais recentemente, foi secretário de segurança pública na Virgínia, focando na crise de overdose de fentanilo. Sua nomeação, que ainda precisa ser confirmada pelo Senado, representa uma nova fase na luta contra o narcotráfico sob a administração de Trump, que busca intensificar as operações da DEA e envolver mais o aparato militar na luta contra as drogas.
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