O presidente Lula enfrenta desafios na escolha dos novos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), com duas vagas abertas há mais de um ano. A pressão dos lobbies e o descontentamento com o tribunal, que rejeitou seu candidato preferido, o desembargador Rogério Favreto, têm contribuído para sua hesitação. Auxiliares afirmam que Lula não decide […]
O presidente Lula enfrenta desafios na escolha dos novos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), com duas vagas abertas há mais de um ano. A pressão dos lobbies e o descontentamento com o tribunal, que rejeitou seu candidato preferido, o desembargador Rogério Favreto, têm contribuído para sua hesitação. Auxiliares afirmam que Lula não decide sob pressão e busca enviar um recado ao STJ, enquanto aliados expressam preocupação com a demora na definição.
A situação é complexa, envolvendo figuras influentes do Judiciário e da política. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques e o ministro do Desenvolvimento Social Wellington Dias apoiam o desembargador Carlos Brandão, enquanto Flávio Dino e Gilmar Mendes promovem a candidatura do desembargador Ney Bello. A desembargadora Daniele Maranhão, que tem apoio do presidente do Senado Davi Alcolumbre, também é vista como uma opção, apesar de ter desagradado o governo ao libertar investigados em um esquema de desvio de emendas.
Na segunda vaga, destinada ao Ministério Público Federal, a procuradora Maria Marluce Caldas é a favorita, sendo tia do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas. Lula teria negociado a migração de JHC para um partido da base governista em troca da nomeação de sua tia. Os outros candidatos, Carlos Frederico Santos e Sammy Barbosa Lopes, enfrentam dificuldades em obter apoio político, especialmente após a rejeição de Favreto pelo STJ.
Lula se sente frustrado com a manobra do STJ que deixou Favreto de fora da lista, especialmente considerando que ele foi responsável pela decisão que resultou em sua soltura em 2018. O presidente enviou recados ao tribunal, alertando que escolheria outro candidato se houvesse manobras contra Favreto. A votação secreta que excluiu Favreto, obtendo apenas 14 votos, é atribuída à articulação do ministro Mauro Campbell, o que deixou Lula em uma posição delicada.
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