A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo concluíram que o atentado contra José Aprígio, ex-prefeito de Taboão da Serra, foi forjado. Aprígio, que concorria à reeleição em 2023, foi baleado em 18 de outubro, durante a campanha do segundo turno, mas a investigação revelou que o ataque pode ter sido uma simulação […]
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo concluíram que o atentado contra José Aprígio, ex-prefeito de Taboão da Serra, foi forjado. Aprígio, que concorria à reeleição em 2023, foi baleado em 18 de outubro, durante a campanha do segundo turno, mas a investigação revelou que o ataque pode ter sido uma simulação para obter vantagens eleitorais. Nesta segunda-feira, 17 de fevereiro, as autoridades realizam uma operação na cidade para cumprir mandados de prisão contra suspeitos envolvidos no plano.
De acordo com as investigações, secretários de Aprígio estariam envolvidos na elaboração do plano, e há indícios de que o próprio ex-prefeito pode ter participado. Na ocasião do atentado, Aprígio foi atingido no ombro por um disparo de fuzil enquanto estava em um carro blindado. Um dos atiradores foi preso no ano passado, enquanto outro e um comparsa permanecem foragidos. A arma utilizada, um fuzil AK 47, ainda não foi localizada.
As equipes da Polícia Civil estão cumprindo dez mandados de busca e apreensão, resultando na prisão de duas pessoas, uma delas em flagrante. Durante a operação, foram apreendidos dinheiro e armas, além de outras evidências que serão analisadas. A linha de investigação inicial considerava o caso como um crime eleitoral, já que Aprígio enfrentava uma desvantagem nas pesquisas contra Engenheiro Daniel, seu adversário do União Brasil.
Após o atentado, Aprígio foi socorrido e transferido para o Hospital Israelita Albert Einstein. Ele perdeu a eleição, recebendo apenas 33,73% dos votos válidos, enquanto Daniel obteve 66,27%. A Polícia Federal também investiga o caso, mas não divulgou mais detalhes. A defesa de Aprígio ainda não se manifestou sobre as novas revelações.
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