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PGR denuncia 34 pessoas por tentativa de golpe; quatro não foram indiciadas pela PF

- A PGR apresentou nova denúncia com 34 pessoas por tentativa de golpe em 2022. - Novos indiciados incluem Marília Ferreira Alencar e Silvinei Vasques, com crimes ampliados. - A denúncia reorganizou grupos de investigados, podendo haver novas acusações. - A PGR não é obrigada a seguir conclusões da Polícia Federal, podendo alterar crimes. - O procurador-geral Paulo Gonet indicou que mais pessoas podem ser denunciadas.

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou, nesta terça-feira (18), uma denúncia que inclui 34 denunciados relacionados à tentativa de golpe de Estado planejada em 2022. Dentre os novos nomes, destaca-se Marília Ferreira Alencar, delegada da Polícia Federal, investigada por supostas blitz ilegais que visavam dificultar o trânsito de eleitores de Lula. Outro indiciado é Silvinei […]

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou, nesta terça-feira (18), uma denúncia que inclui 34 denunciados relacionados à tentativa de golpe de Estado planejada em 2022. Dentre os novos nomes, destaca-se Marília Ferreira Alencar, delegada da Polícia Federal, investigada por supostas blitz ilegais que visavam dificultar o trânsito de eleitores de Lula. Outro indiciado é Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), acusado de obstruir o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições.

A denúncia, protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), também inclui Fernando de Sousa Oliveira, ex-secretário executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, e o coronel do Exército Márcio Nunes de Resende Júnior, que participou de uma reunião golpista em Brasília. O procurador-geral, Paulo Gonet, solicita que todos respondam por crimes como organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A PGR baseou sua denúncia nas evidências coletadas pela Polícia Federal, mas reorganizou os grupos de investigados e ampliou a lista de crimes. Embora a PF tenha indiciado 40 pessoas no final do ano passado, a PGR não incluiu 11 delas, mas adicionou quatro novos nomes. Gonet indicou que mais denúncias podem surgir no futuro, já que a investigação ainda está em andamento.

O inquérito da PF identificou seis núcleos de atuação, enquanto a PGR dividiu a acusação em cinco denúncias distintas, cada uma com um número diferente de denunciados. Essa reestruturação reflete a autonomia da PGR em relação às conclusões da PF, permitindo uma abordagem mais ampla e detalhada dos crimes cometidos.

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