O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), declarou que o “PL da anistia”, que propõe o perdão a condenados pelos ataques de 8 de janeiro, “não é assunto dos brasileiros”. Em entrevista, ele ressaltou que discutir o tema apenas intensifica a divisão social. A declaração veio um dia após a Procuradoria-Geral da República (PGR) […]
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), declarou que o “PL da anistia”, que propõe o perdão a condenados pelos ataques de 8 de janeiro, “não é assunto dos brasileiros”. Em entrevista, ele ressaltou que discutir o tema apenas intensifica a divisão social. A declaração veio um dia após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas por tentativa de golpe e outros crimes.
Alcolumbre também se posicionou ao lado do presidente Lula (PT) ao afirmar que Bolsonaro tem “direito à ampla defesa”. O senador enfatizou que, se o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitar a denúncia, o ex-presidente deve utilizar os recursos legais disponíveis para se defender. Ele destacou que “todo cidadão tem direito à ampla defesa e ao contraditório”, evitando polemizar sobre o assunto.
A denúncia da PGR, apresentada na noite de terça-feira, inclui Bolsonaro como líder de uma “organização criminosa estruturada” que buscava reverter o resultado das eleições de 2022. Os crimes atribuídos a ele incluem abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Agora, cabe ao STF decidir sobre a aceitação da denúncia, o que poderia levar Bolsonaro a ser réu em um processo judicial.
Politicamente, a denúncia aumenta a pressão sobre o ex-presidente, que tem recebido apoio de aliados, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Este defendeu que Bolsonaro “jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito”. Apesar disso, Bolsonaro tem questionado a integridade do sistema eleitoral brasileiro, sem apresentar provas concretas, e nunca reconheceu sua derrota nas eleições de 2022.
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