Willian Barile Agati, preso preventivamente desde janeiro, é suspeito de liderar uma rede de tráfico internacional e lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 2 bilhões entre janeiro de 2018 e outubro de 2022. Ele é acusado de facilitar operações do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de ter vínculos com a máfia italiana […]
Willian Barile Agati, preso preventivamente desde janeiro, é suspeito de liderar uma rede de tráfico internacional e lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 2 bilhões entre janeiro de 2018 e outubro de 2022. Ele é acusado de facilitar operações do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de ter vínculos com a máfia italiana ‘Ndrangheta. Relatórios da Polícia Federal e do Ministério Público Federal indicam que Agati auxiliava o PCC na aquisição de bens e na lavagem de dinheiro, além de fornecer aviões e imóveis.
As investigações revelam que Agati operava rotas de tráfico a partir do Porto de Paranaguá (PR), utilizando contêineres com produtos como louça sanitária para esconder drogas destinadas à Europa. Seu sócio, Edmilson de Meneses, conhecido como Grilo, tinha ligações com Roberto Soriano, o Tiriça, considerado o segundo na hierarquia do PCC até o ano passado. Grilo morreu em um acidente em outubro de 2022, após um histórico de vinganças relacionadas ao tráfico.
Além de enviar drogas por navios, Agati utilizava jatos executivos para transportar entorpecentes, muitas vezes levando jogadores de futebol. O Ministério Público Federal identificou uma operação de lavagem de dinheiro envolvendo o Cruzeiro, onde Agati transferiu R$ 3 milhões para o clube, que devolveu R$ 1,58 milhão dias depois. O Cruzeiro afirmou que todas as transações foram registradas adequadamente.
As investigações da Operação Mafiusi apontam que Agati teve um papel crucial na expansão do PCC na África, estabelecendo relações com Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, que importava drogas para o Brasil. Mensagens revelam que Agati participou de um plano para resgatar Fuminho da prisão em Moçambique, envolvendo corrupção de autoridades locais. O advogado de Agati nega as acusações, defendendo que ele é um empresário legítimo e pedindo sua libertação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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