O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou nesta quinta-feira (20) que possui a “consciência tranquila” em relação à denúncia feita pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que o acusa de liderar uma suposta trama golpista em 2022. Durante evento do seu partido, Bolsonaro se referiu à acusação como uma “narrativa” e afirmou: “caguei para prisão”, demonstrando […]
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou nesta quinta-feira (20) que possui a “consciência tranquila” em relação à denúncia feita pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que o acusa de liderar uma suposta trama golpista em 2022. Durante evento do seu partido, Bolsonaro se referiu à acusação como uma “narrativa” e afirmou: “caguei para prisão”, demonstrando desdém pela possibilidade de condenação.
A denúncia da PGR inclui crimes como liderança de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Bolsonaro, que pode enfrentar pena em presídio de segurança máxima, disse não ter obsessão pelo poder, mas sim paixão pelo Brasil. Ele se posicionou como pré-candidato às eleições presidenciais de 2026, apesar de estar inelegível até 2030, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Durante sua fala, o ex-presidente criticou o processo eleitoral de 2022, chamando sua derrota de “esquisita” e atacou o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa postura contrasta com a estratégia de defesa de seu advogado, que busca um tom mais conciliador no tribunal.
Bolsonaro também reiterou sua prioridade em aprovar a anistia para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, já sinalizaram que não discutirão essa proposta no momento, dificultando os planos do ex-presidente.
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