O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou novamente a possibilidade de concorrer a um terceiro mandato, o que é inconstitucional no país. Durante um evento na Casa Branca em homenagem ao Mês da História Negra, ele usou a expressão “da próxima vez” e questionou seus apoiadores sobre uma nova candidatura, recebendo gritos de “Mais […]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou novamente a possibilidade de concorrer a um terceiro mandato, o que é inconstitucional no país. Durante um evento na Casa Branca em homenagem ao Mês da História Negra, ele usou a expressão “da próxima vez” e questionou seus apoiadores sobre uma nova candidatura, recebendo gritos de “Mais quatro anos!” da plateia. A legislação americana limita a dois mandatos, ao contrário do Brasil, onde é permitido retornar ao poder após um intervalo.
Stephen Bannon, ex-assessor de Trump, também se manifestou a favor de uma nova candidatura durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), clamando: “Queremos Trump em 2028!” Ele destacou que figuras como Trump são raras na história de um país. A Casa Branca não comentou sobre os eventos, que geraram preocupações entre críticos sobre a possibilidade de um governo autoritário sob Trump, especialmente após suas tentativas de contestar os resultados das eleições de 2020.
A 22ª Emenda da Constituição proíbe que um presidente ocupe o cargo mais de duas vezes. O ex-secretário do Trabalho, Robert Reich, expressou sua preocupação no X (antigo Twitter), afirmando que a escolha atual é entre democracia e ditadura, alertando para um deslizar em direção a um regime autoritário. Desde que assumiu, Trump tem buscado expandir os poderes presidenciais, especialmente com a criação do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderado por Elon Musk, que visa cortar gastos públicos.
Recentemente, Trump fez postagens nas redes sociais que evocam uma postura antidemocrática, citando Napoleão Bonaparte ao afirmar que “aquele que salva seu país não viola nenhuma lei”. Além disso, se referiu a si mesmo como “o rei” e a Casa Branca compartilhou uma imagem dele usando uma coroa, o que gerou ainda mais controvérsia sobre sua visão de poder e governança.
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