A deputada estadual de Minas Gerais, Lohanna França (PV), apresentou uma denúncia ao Ministério Público Eleitoral contra o governador Romeu Zema (Novo), alegando abuso de poder político. Durante um evento oficial, onde anunciou a liberação de R$ 400 milhões em crédito para municípios, Zema sugeriu que seu vice, Matheus Simões (Novo), poderia ser seu sucessor. […]
A deputada estadual de Minas Gerais, Lohanna França (PV), apresentou uma denúncia ao Ministério Público Eleitoral contra o governador Romeu Zema (Novo), alegando abuso de poder político. Durante um evento oficial, onde anunciou a liberação de R$ 400 milhões em crédito para municípios, Zema sugeriu que seu vice, Matheus Simões (Novo), poderia ser seu sucessor. Ele afirmou: “Para que isso continue, precisamos de uma sucessão bem definida e o meu braço direito tem sido o professor Mateus, que espero que possa me suceder”.
O evento ocorreu no Teatro Sesiminas e contou com a presença de centenas de prefeitos e líderes políticos. Zema fez comparações entre sua gestão e a do ex-governador Fernando Pimentel (PT), enfatizando que a continuidade do trabalho depende da eleição de seu sucessor. A deputada argumenta que as declarações configuram tanto ato de improbidade administrativa quanto infração eleitoral, violando os princípios da impessoalidade e moralidade administrativa, conforme o artigo 37 da Constituição Federal.
Lohanna França destaca que o uso da máquina pública para promoção eleitoral compromete a igualdade de oportunidades entre candidatos e distorce o processo democrático. Ela solicita que o MPE investigue os fatos e tome as medidas legais cabíveis, afirmando que “não podemos permitir que a estrutura do estado seja usada para beneficiar um nome”. O professor de Direito Constitucional da USP, Rubens Beçak, também comentou que as declarações de Zema podem caracterizar desvio de conduta e abuso de poder político.
A assessoria de Romeu Zema foi contatada, mas ainda não se manifestou sobre a denúncia. A situação levanta preocupações sobre a utilização de recursos públicos para fins eleitorais, especialmente em um contexto onde a pré-candidatura de Simões já é amplamente discutida.
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