Após a frustração nas negociações de fusão com o PSDB, o MDB volta suas atenções para a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. O presidente do MDB, Baleia Rossi, se reuniu com Lyra há dez dias para discutir uma possível filiação, que poderia resultar na sua candidatura à reeleição e na liderança local da legenda. A […]
Após a frustração nas negociações de fusão com o PSDB, o MDB volta suas atenções para a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. O presidente do MDB, Baleia Rossi, se reuniu com Lyra há dez dias para discutir uma possível filiação, que poderia resultar na sua candidatura à reeleição e na liderança local da legenda. A movimentação do MDB visa fortalecer sua posição no Nordeste e atrair mais deputados para 2026, especialmente em um momento em que o PSD, de Gilberto Kassab, também busca convencê-la a se filiar.
Com uma gestão bem avaliada, Lyra é considerada uma aliada estratégica para o MDB, que enfrenta divergências internas, especialmente entre os membros próximos ao governo Lula, como o senador Renan Calheiros. A tentativa de atrair a governadora ocorre em meio a discussões sobre uma união com o PSDB, que busca evitar a cláusula de barreira, que impõe restrições ao funcionamento do partido caso não alcance um número mínimo de votos. No entanto, o presidente do PSDB, Marconi Perillo, anunciou que a sigla se unirá a partidos menores, como Podemos e Solidariedade, após meses de negociações sem sucesso.
Lyra, por sua vez, tem demonstrado pressa em definir seu futuro político e considera as propostas de ambos os partidos. Um dos atrativos da filiação ao MDB seria a possibilidade de distanciar-se da base do prefeito de Recife, João Campos, com quem deve disputar o governo em 2026. O MDB, que já fez parte da gestão de Campos, rompeu a aliança no ano passado e agora atua de forma independente na Assembleia Legislativa.
Além disso, a aproximação de Lyra com o governo Lula pode influenciar sua decisão, especialmente em um cenário onde a postura crítica de Kassab em relação ao Planalto pode afastá-la do PSD. A filiação ao MDB poderia ainda forçar o PT a adotar uma postura neutra na disputa local, dado que o presidente mantém relações com líderes do MDB no Nordeste, enquanto é aliado de Campos.
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