Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Venda direta de combustíveis é inviável, afirmam especialistas sobre proposta de Lula

- O presidente Lula criticou os altos preços dos combustíveis e propôs venda direta. - A ideia de eliminar intermediários já foi defendida por Jair Bolsonaro em 2020. - Especialistas afirmam que a Petrobras não possui distribuidora para venda direta. - A prática de preços menores pode ser contestada por órgãos de defesa da concorrência. - Fatores como desvalorização do real e impostos impactam os preços dos combustíveis.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os altos preços dos combustíveis e defendeu a venda direta pela Petrobras aos consumidores. Essa proposta ecoa a defesa feita em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que também sugeriu a exclusão de intermediários na venda. No entanto, especialistas apontam que essa medida é inviável devido a questões […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os altos preços dos combustíveis e defendeu a venda direta pela Petrobras aos consumidores. Essa proposta ecoa a defesa feita em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que também sugeriu a exclusão de intermediários na venda. No entanto, especialistas apontam que essa medida é inviável devido a questões logísticas e de livre concorrência.

A privatização da BR Distribuidora em 2021, durante o governo Bolsonaro, deixou a Petrobras sem um braço de distribuição, impossibilitando a venda direta. Mesmo que tivesse uma distribuidora, a prática de preços menores poderia ser contestada por órgãos de defesa da concorrência, configurando dumping. Almeida, da PUC-Rio, ressalta que a ideia de Lula de eliminar intermediários critica a atuação de postos e distribuidoras, que, segundo ele, “assaltam o consumidor”.

De acordo com D’Elia, as distribuidoras e postos têm uma margem de lucro combinada de cerca de 12%, considerada não abusiva. Ele explica que essa margem se mantém estável, enquanto fatores como a desvalorização do real e o aumento dos preços dos biocombustíveis impactam os custos. O preço do barril de petróleo, que subiu durante a guerra na Ucrânia, também influencia a variação dos combustíveis.

Para que o governo consiga reduzir os preços, D’Elia sugere a diminuição das alíquotas de impostos, o que ajudaria a “amortecer o efeito” do alto valor do petróleo, agravado pela desvalorização da moeda brasileira. A discussão sobre os combustíveis continua a ser um tema relevante e complexo no cenário econômico atual.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais