Menos de doze horas após a eleição de Gilberto Nascimento (PSD-SP) como novo líder da bancada evangélica, a reunião para o culto semestral da Santa Ceia ocorreu na manhã desta quarta-feira. O evento, que marca o início dos trabalhos legislativos, contou com um discurso do candidato derrotado, Otoni de Paula (MDB-RJ), que pediu a Nascimento […]
Menos de doze horas após a eleição de Gilberto Nascimento (PSD-SP) como novo líder da bancada evangélica, a reunião para o culto semestral da Santa Ceia ocorreu na manhã desta quarta-feira. O evento, que marca o início dos trabalhos legislativos, contou com um discurso do candidato derrotado, Otoni de Paula (MDB-RJ), que pediu a Nascimento que não se negasse a orar pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Otoni enfatizou a importância de orar pelas autoridades, independentemente de quem esteja no poder, afirmando que “o Brasil segue sendo do senhor Jesus”.
Gilberto Nascimento foi eleito presidente da Frente Parlamentar Evangélica com 117 votos a favor, contra 61 de Otoni de Paula. A posse ocorrerá em um culto na Câmara dos Deputados. Nascimento liderará o grupo por dois anos, que atualmente conta com 246 deputados e senadores. A eleição, que foi a primeira a ocorrer por voto, reflete uma divisão interna na bancada, que tradicionalmente optava por consenso.
O novo presidente, advogado e membro da Assembleia de Deus, destacou a necessidade de unidade e a defesa das pautas evangélicas no Congresso. Ele anunciou a deputada Greyce Elias (Avante-MG) como vice-presidente, ressaltando a busca por uma diretoria equilibrada em termos de gênero. Nascimento afirmou: “Sempre defendi os princípios cristãos, a fé, a família e a vida”, prometendo fortalecer esses valores.
A eleição de Nascimento é vista como um fortalecimento da ala conservadora da bancada, que se alinha ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Otoni de Paula, por outro lado, havia se aproximado do governo atual, o que provocou divisões. A Frente Parlamentar Evangélica, composta por 219 deputados e 26 senadores, desempenha um papel importante na definição de políticas públicas relacionadas a valores cristãos e questões sociais no Brasil.
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