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Lobista é investigado por desvio de emendas e visita a gabinetes de deputados gaúchos

- Cliver André Fiegenbaum é investigado por desvio de emendas parlamentares. - Ele visitou a Câmara dos Deputados 16 vezes entre agosto de 2023 e fevereiro de 2024. - A PF aponta que ele buscava alterar destinação de emendas para um hospital. - O esquema envolvia pagamento de 6% de comissão por recursos captados. - Contrato assinado em 2022 evidencia interesses espúrios na captação de verbas.

O lobista Cliver André Fiegenbaum é investigado pela Polícia Federal por suposto envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares. Entre agosto de 2023 e fevereiro de 2024, ele visitou a Câmara dos Deputados 16 vezes, registrando encontros com gabinetes de quatro deputados do Rio Grande do Sul. A investigação revela que emendas eram […]

O lobista Cliver André Fiegenbaum é investigado pela Polícia Federal por suposto envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares. Entre agosto de 2023 e fevereiro de 2024, ele visitou a Câmara dos Deputados 16 vezes, registrando encontros com gabinetes de quatro deputados do Rio Grande do Sul. A investigação revela que emendas eram direcionadas ao Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul, em troca de uma comissão de 6%.

O deputado Afonso Motta (PDT-MS) foi um dos parlamentares mais citados, recebendo Cliver em três ocasiões. Em uma visita, dois dias antes de uma operação policial, Cliver informou que se encontraria com o chefe de gabinete de Motta, Lino Furtado, que foi afastado judicialmente. Motta declarou ter sido “surpreendido” pela operação e não se manifestou posteriormente. O gabinete de Pompeo de Mattos (PDT-RS) foi o que mais recebeu o lobista, com oito visitas registradas, incluindo uma em que o deputado empenhou uma emenda de R$ 380 mil ao hospital.

Além de Motta e Mattos, Cliver também registrou visitas aos gabinetes de Luiz Carlos Busato (União-RS) e Afonso Hamm (PP-RS). Ambos os deputados negaram ter recebido o lobista, com Busato afirmando que não se recorda de encontros. A investigação da PF aponta que o esquema envolvia a troca de destinações de verbas, com mensagens entre Cliver e Lino discutindo alterações em emendas.

Os documentos obtidos pela PF revelam um contrato assinado em dezembro de 2022, que previa o pagamento de 6% sobre os valores captados como comissão. A Polícia Federal conclui que o direcionamento de recursos ao hospital não visava o interesse público, mas sim interesses pessoais dos envolvidos.

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