O governo do Rio Grande do Sul anunciou uma agenda de reestruturação da educação para os próximos dez anos, iniciada após as enchentes de maio de 2024. O governador Eduardo Leite (PSDB) apresentou o plano, que visa adaptar as escolas às mudanças climáticas e combater fragilidades no ensino, como a evasão escolar, que atingiu 8,9% […]
O governo do Rio Grande do Sul anunciou uma agenda de reestruturação da educação para os próximos dez anos, iniciada após as enchentes de maio de 2024. O governador Eduardo Leite (PSDB) apresentou o plano, que visa adaptar as escolas às mudanças climáticas e combater fragilidades no ensino, como a evasão escolar, que atingiu 8,9% no Ensino Médio em 2023, superando as médias regional e nacional. O início do ano letivo de 2025 foi adiado em três dias devido a temperaturas extremas.
O plano, divulgado em 18 de outubro de 2024, conta com a colaboração do terceiro setor e da iniciativa privada, incluindo a consultoria Macroplan e o Movimento Brasil Competitivo (MBC). As enchentes afetaram mais de mil escolas, que enfrentam problemas estruturais, como falhas na rede elétrica e falta de climatização. Para resolver essas questões, o governo lançou o projeto “Escola+”, que visa remodelar as unidades com projetos de engenharia padronizados.
Leite expressou a expectativa de que a “espinha dorsal” do plano permaneça inalterada em futuros governos, ressaltando a necessidade de continuidade em políticas públicas. O conselheiro do MBC, Rogério Caiuby, destacou a importância de melhorar a qualidade da educação desde as séries iniciais até o Ensino Médio, preparando os alunos para o mercado de trabalho. Um dos eixos do plano é tornar as escolas “resilientes frente às crises climáticas”, com a criação de um projeto arquitetônico de “escola modelo”.
A primeira escola modelo será construída em Gravataí, com um ginásio resiliente que servirá como abrigo em desastres climáticos. Após as enchentes, muitas escolas improvisaram abrigos, prejudicando as atividades escolares. O vice-governador Gabriel Souza (MDB) criticou a falta de climatização em muitas salas, revelando que 18,6% das salas de aula no estado estão climatizadas, e parte das escolas não pode instalar ar-condicionado devido à inadequação da rede elétrica.
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