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Lula aceita convite da China para participar de reunião da Celac em maio

- Lula participará do Foro Celac-China em maio, reforçando laços com a China. - A reunião ocorrerá em Pequim, com poucos chefes de Estado presentes. - Brasil foi suspenso da Celac durante governo Bolsonaro, mas retorna agora. - A Celac, criada em 2010, visa integração latino-americana sem EUA e Canadá. - Relações Brasil-China estão em alta, com Xi Jinping visitando o Brasil em junho.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou o convite do governo da China para participar da reunião de países latino-americanos marcada para maio em Pequim. Esta será a segunda viagem de Lula à Ásia em menos de dois meses, já que sua visita ao Japão está confirmada para os dias 25 e 26 de […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou o convite do governo da China para participar da reunião de países latino-americanos marcada para maio em Pequim. Esta será a segunda viagem de Lula à Ásia em menos de dois meses, já que sua visita ao Japão está confirmada para os dias 25 e 26 de março. Em Pequim, Lula será o convidado de honra do Foro Celac-China, que reúne todos os países da América Latina.

Inicialmente, o governo chinês desejava que o encontro ocorresse no Brasil, mas o governo brasileiro alegou que não poderia sediar mais um grande evento internacional este ano, devido à organização da cúpula do Brics no Rio em junho e da COP30 em Belém em novembro. Assim, o Foro Celac-China foi agendado para Pequim, com a data mais provável sendo 12 de maio. Lula será um dos poucos chefes de Estado presentes, ao lado de representantes de Honduras e Colômbia.

A Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), criada em 2010 durante o governo Lula, tem uma agenda focada em integração e desenvolvimentismo, alinhando-se à estratégia diplomática chinesa, que exclui Estados Unidos e Canadá. O Foro Celac-China foi estabelecido por iniciativa de Pequim quatro anos após a criação da Celac. O Brasil suspendeu sua participação em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro, que criticava a Celac por dar espaço a regimes não democráticos.

A visita de Lula em maio será a segunda à China desde o início de seu atual mandato, reforçando a proximidade entre os dois países. Em novembro, durante sua visita ao Brasil, o presidente chinês Xi Jinping afirmou que as relações bilaterais estão no melhor momento da história. Xi deve retornar ao Brasil em junho para a cúpula do Brics no Rio.

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