Bruno Scheid, pecuarista e vice-presidente do PL em Rondônia, pode ter cometido crime ao acompanhar Jair Bolsonaro em eventos com um distintivo de “agente de segurança”. Especialistas apontam que o uso indevido de símbolos de funções públicas é proibido pela legislação. Scheid defende que o acessório facilita sua circulação e nega qualquer intenção de se […]
Bruno Scheid, pecuarista e vice-presidente do PL em Rondônia, pode ter cometido crime ao acompanhar Jair Bolsonaro em eventos com um distintivo de “agente de segurança”. Especialistas apontam que o uso indevido de símbolos de funções públicas é proibido pela legislação. Scheid defende que o acessório facilita sua circulação e nega qualquer intenção de se passar por policial. No entanto, advogados alertam que sua conduta pode configurar crimes como falsa identidade e usurpação de função pública, dependendo do contexto.
O advogado criminalista Carlos César Coruja Silva afirma que o uso do distintivo pode ser considerado crime se induzir terceiros ao erro. Ele menciona o artigo 296 do Código Penal, que prevê pena de dois a seis anos de prisão para o uso indevido de insígnias públicas. Se o distintivo levar pessoas a acreditar que o portador é uma autoridade, pode configurar falsa identidade, com pena de três meses a um ano de detenção. O advogado ressalta que o crime está relacionado ao efeito causado pelo uso do objeto.
Se houver obtenção de vantagens indevidas, a situação pode se agravar. Silva destaca a possibilidade de enquadramento por estelionato ou usurpação de função pública, com penas que variam de um a cinco anos de reclusão. O advogado Carlos Dantas Filho acrescenta que o uso do distintivo pode inicialmente ser uma contravenção penal, conforme o artigo 46 da Lei das Contravenções Penais, que proíbe o uso de insígnias de funções públicas não exercidas, com pena de multa.
O caso de Scheid ainda não gerou investigações formais, e o PL não se manifestou. Especialistas alertam que a comercialização livre de distintivos facilita práticas ilegais. Silva e Dantas Filho defendem maior regulamentação sobre a venda e o porte desses objetos, enfatizando que profissionais da esfera particular não devem usar símbolos exclusivos do poder público. Cidadãos que suspeitarem do uso indevido podem denunciar às autoridades competentes.
Entre na conversa da comunidade