A defesa do coronel Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o ministro Alexandre de Moraes seja considerado impedido de julgar o caso relacionado à trama golpista de 2022. Essa solicitação, feita inicialmente em 14 de fevereiro de 2024, foi reforçada recentemente pelo advogado de Câmara, […]
A defesa do coronel Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o ministro Alexandre de Moraes seja considerado impedido de julgar o caso relacionado à trama golpista de 2022. Essa solicitação, feita inicialmente em 14 de fevereiro de 2024, foi reforçada recentemente pelo advogado de Câmara, Eduardo Kuntz, que argumenta que Moraes, como “parte/vítima” da situação, não possui as condições necessárias de imparcialidade.
O pedido fundamenta-se em investigações da Polícia Federal (PF) que indicam que Moraes teria sido monitorado por auxiliares de Bolsonaro, incluindo Câmara, após a derrota eleitoral do ex-presidente para Lula. Essa vigilância foi revelada por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, durante seu acordo de delação premiada. A defesa de Câmara destaca que, ao interrogar Cid, Moraes fez várias perguntas sobre o monitoramento, o que, segundo eles, compromete sua imparcialidade.
Além do pedido de impedimento, a defesa solicita que a análise da questão ocorra rapidamente. Caso contrário, pedem que a tramitação do caso golpista seja suspensa até que a questão do impedimento seja resolvida. Apesar do pedido, é esperado que Moraes não seja afastado do caso, mas a defesa busca enfatizar a falta de isenção do ministro para relatar o processo.
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