Em um cenário de queda de popularidade e pressão para acelerar a reforma agrária, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitará, na próxima sexta-feira, o assentamento Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio (MG). Esta será a primeira visita do presidente a um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) durante […]
Em um cenário de queda de popularidade e pressão para acelerar a reforma agrária, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitará, na próxima sexta-feira, o assentamento Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio (MG). Esta será a primeira visita do presidente a um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) durante seu atual mandato. A escolha do local reflete uma tentativa de reaproximação com o movimento, que, em janeiro, entregou uma carta ao presidente pedindo o assentamento de 100 mil famílias.
O MST criticou a atuação do governo e contestou os números de assentamentos divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, que afirmou ter assentado 71,4 mil famílias em 2024. O movimento alega que a reforma agrária está paralisada e que o governo não está cumprindo a meta de 295 mil novas famílias até 2026. Após reuniões com o governo, o MST intensificou a pressão e ameaçou realizar um “Abril Vermelho”, um período de invasões, caso suas demandas não sejam atendidas.
Ceres Hadich, da direção nacional do MST, expressou frustração com o governo, afirmando que ainda não houve soluções concretas. Ela destacou que existem 115 mil famílias acampadas, e mesmo que 65 mil sejam assentadas, ainda restaria um passivo de 50 mil. Além disso, parte do movimento pede a demissão do ministro Paulo Teixeira, alegando falta de prioridade para a reforma agrária e conhecimento do campo.
A desaprovação de Lula ultrapassou 60% em colégios eleitorais como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, segundo pesquisa Genial/Quaest. O levantamento revela uma avaliação negativa do governo, incluindo em estados do Nordeste, tradicionalmente favoráveis ao PT. Os entrevistados apontaram a violência e a saúde como os principais problemas em seus estados, refletindo a crescente insatisfação com a gestão atual.
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