O tenente-coronel Mauro Cid, figura central na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, tem vivido em reclusão em Brasília. Afastado do público, Cid raramente sai de casa, conforme relatos de vizinhos, que o viram apenas em breves caminhadas até um restaurante local. Em uma declaração à Justiça, ele […]
O tenente-coronel Mauro Cid, figura central na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, tem vivido em reclusão em Brasília. Afastado do público, Cid raramente sai de casa, conforme relatos de vizinhos, que o viram apenas em breves caminhadas até um restaurante local. Em uma declaração à Justiça, ele afirmou: “Minha vida acabou”, refletindo seu estado emocional após as acusações.
Recentemente, o sigilo de sua delação premiada foi derrubado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que trouxe um misto de alívio e preocupação. O acordo de colaboração inclui o uso de tornozeleira eletrônica, o que limita ainda mais sua liberdade. Cid, que se tornou desconfiado e isolado, acredita que está sendo monitorado constantemente, alterando seus trajetos e evitando interações sociais.
A segurança em torno de sua residência foi intensificada, com a presença de militares e bloqueios na rua. Amigos e conhecidos relatam que Cid se tornou “paranoico”, desconfiando até de pessoas próximas. A retirada do sigilo da delação, embora tenha aliviado algumas tensões, também trouxe à tona novas especulações sobre seu papel nas investigações, que incluem mensagens que reforçam sua defesa de que era apenas um “cumpridor de ordens”.
Cid já enfrentou duas prisões em 2023 e 2024, e sua vida mudou drasticamente com o avanço das investigações. Após ser solto em maio de 2024, ele foi novamente preso por críticas à Polícia Federal e ao ministro Alexandre de Moraes, mas foi liberado dois meses depois. A situação de Cid continua a ser monitorada, enquanto ele lida com as consequências de sua colaboração e as repercussões de sua delação.
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