Nos últimos anos, as mulheres têm avançado significativamente na visibilidade de suas lutas, mas atualmente enfrentam uma involução com o crescimento da ultradireita e a resistência de jovens homens que consideram o feminismo excessivo. Quatro mulheres se reuniram em Madrid para discutir essa nova realidade, destacando que a reação misógina, antes em choque, agora se […]
Nos últimos anos, as mulheres têm avançado significativamente na visibilidade de suas lutas, mas atualmente enfrentam uma involução com o crescimento da ultradireita e a resistência de jovens homens que consideram o feminismo excessivo. Quatro mulheres se reuniram em Madrid para discutir essa nova realidade, destacando que a reação misógina, antes em choque, agora se manifesta nas redes sociais e nas urnas. María del Mar Jiménez afirma que a situação é alarmante, enquanto Cristina Fallarás observa que a revolução feminina está sendo confrontada por uma contrarrevolução que pode resultar em um retrocesso de direitos.
Nicole Ndongala ressalta que, apesar dos avanços, a voz das mulheres, especialmente das imigrantes africanas, ainda não é suficientemente ouvida na agenda política. Elisa García Mingo aponta que o espaço digital, antes um aliado, se tornou hostil, com a ascensão de uma masculinidade patriarcal que ameaça os direitos conquistados. As participantes concordam que, embora tenham havido conquistas significativas, o retrocesso é palpável, especialmente no mercado de trabalho, onde as condições se deterioraram.
As discussões também abordam a divisão dentro do feminismo, com Ndongala enfatizando a necessidade de união entre diferentes grupos. Jiménez critica a falta de mobilização em torno de questões importantes, enquanto Fallarás reflete sobre a exigência desproporcional que o feminismo enfrenta em comparação a outros movimentos sociais. As participantes reconhecem que a diversidade dentro do feminismo pode levar a divisões, mas acreditam que a união será necessária para enfrentar os desafios futuros.
Por fim, as mulheres discutem a influência negativa da pornografia e da cultura digital na percepção da masculinidade e na educação das novas gerações. García Mingo destaca a desumanização que ocorre com o consumo de conteúdos violentos, enquanto Fallarás critica a falta de responsabilidade dos homens em educar os jovens sobre comportamentos adequados. As participantes concluem que, apesar da alerta vermelha que enfrentam, as mulheres têm o poder de mudar essa narrativa e deixar um legado de luta para as futuras gerações.
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