Na noite de terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, fez seu primeiro discurso ao Congresso, abordando a economia em um momento de incerteza. Ele reconheceu que as tarifas impostas podem causar um “período de ajuste” e descreveu a dor econômica esperada como um “pequeno transtorno” que a nação deve superar. Trump afirmou que as […]
Na noite de terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, fez seu primeiro discurso ao Congresso, abordando a economia em um momento de incerteza. Ele reconheceu que as tarifas impostas podem causar um “período de ajuste” e descreveu a dor econômica esperada como um “pequeno transtorno” que a nação deve superar. Trump afirmou que as tarifas visam “tornar a América rica novamente” e que a economia está recuperando seu ímpeto, apesar de dados recentes indicarem estagnação industrial e queda na confiança do consumidor.
O discurso ocorreu após a imposição de tarifas de 25% sobre o Canadá e o México e um aumento para 20% sobre a China. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, indicou que pode haver alívio tarifário para bens desses países, mas Trump defendeu sua política tarifária como essencial para gerar “trilhões e trilhões” em receita e reequilibrar relações comerciais. Ele também anunciou novos projetos, como um gasoduto de gás natural, que, segundo ele, atrairá investimentos significativos de países como Japão e Coreia do Sul.
Trump enfrentou protestos de parlamentares democratas durante seu discurso, que destacaram as consequências de suas ações executivas. O deputado Al Green foi retirado do plenário após interromper o presidente. Trump, por sua vez, criticou os democratas, afirmando que não há nada que possa dizer para agradá-los. Além de suas políticas econômicas, ele também abordou questões culturais, como a restrição de iniciativas de diversidade e a proibição de homens em esportes femininos.
O discurso também serviu para pressionar os republicanos a avançar com medidas legislativas, como a prorrogação de cortes de impostos e a aprovação de benefícios prometidos. Trump pediu a eliminação do Chips Act, que destina US$ 52 bilhões para a fabricação de semicondutores, argumentando que as empresas já estão investindo nos EUA sem incentivos. Ele reiterou sua visão de que as tarifas são a melhor forma de trazer empregos de volta ao país, desafiando as políticas de seu antecessor, Joe Biden.
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