O Partido dos Trabalhadores (PT) enfrenta um racha interno em meio à preparação para as eleições que definirão sua nova direção. O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), tem recebido atenção do partido, especialmente após o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, sugerir que Paes poderia ser o vice de Lula em 2026. Essa proposta surge […]
O Partido dos Trabalhadores (PT) enfrenta um racha interno em meio à preparação para as eleições que definirão sua nova direção. O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), tem recebido atenção do partido, especialmente após o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, sugerir que Paes poderia ser o vice de Lula em 2026. Essa proposta surge em um contexto de disputas internas, onde Quaquá e outros líderes do PT, como André Ceciliano e Anielle Franco, disputam influência e indicações para cargos majoritários no estado.
Quaquá tem se destacado ao apoiar indicações no secretariado de Paes, o que gerou atritos com outras lideranças. Um ponto de tensão foi um encontro promovido por Quaquá com a família de figuras ligadas ao assassinato da vereadora Marielle Franco, o que levou Anielle a criticar sua postura. Enquanto isso, Quaquá defende que o PT deve apoiar uma candidatura de Thiago Pampolha (MDB) ao governo estadual, com Fabiano Horta, ex-prefeito de Maricá, como possível candidato a senador.
A proposta de Quaquá foi bem recebida por Tiago Santana, presidente do PT na capital, que destacou o perfil de Paes como um trunfo para a disputa presidencial. No entanto, Paes ainda não se manifestou sobre a possibilidade de ser vice-presidente. Nos bastidores, Quaquá e Horta buscam consolidar suas alianças, enquanto os aliados de Ceciliano e Anielle tentam equilibrar o poder dentro do partido.
Ciente das divisões, Paes tem evitado se envolver nas disputas internas e se esforçado para manter boas relações com diferentes alas do PT. Recentemente, ele se reuniu com prefeitos do interior e tem buscado fortalecer alianças fora da capital. O clima de tensão entre as lideranças do PT e a busca por um consenso interno se intensificam à medida que o partido se prepara para o Processo de Eleição Direta (PED) em julho, que renovará os mandatos de seus dirigentes.
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