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Mobilização feminista contra o patriarcado e a ultradireita avança na América Latina

- No Dia Internacional da Mulher, manifestações ocorreram em várias cidades da América Latina. - Milhares protestaram contra a violência machista e a ultradireita, especialmente em Buenos Aires. - O governo chileno anunciou reformas para eliminar desigualdades de gênero no sistema eleitoral. - Claudia Sheinbaum, presidente do México, liderou a primeira grande marcha sob sua gestão. - O movimento feminista no Peru criticou tentativas de desmantelar o ministério da Mulher.

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Neste sábado, 8 de março, milhares de mulheres e pessoas LGTBIQ+ se manifestaram em várias cidades da América Latina contra a violência machista e a onda reacionária liderada pelo presidente argentino Javier Milei. Em Buenos Aires, uma das maiores mobilizações ocorreu na Plaza de Mayo, onde os participantes protestaram contra o fascismo, racismo, patriarcado e […]

Neste sábado, 8 de março, milhares de mulheres e pessoas LGTBIQ+ se manifestaram em várias cidades da América Latina contra a violência machista e a onda reacionária liderada pelo presidente argentino Javier Milei. Em Buenos Aires, uma das maiores mobilizações ocorreu na Plaza de Mayo, onde os participantes protestaram contra o fascismo, racismo, patriarcado e capitalismo. A organização Ni Una Menos convocou a população a se opor à ultradireita, que, segundo eles, governa com saque e crueldade.

As marchas deste ano foram precedidas por uma manifestação em 1º de fevereiro, que criticou a intervenção de Milei no Fórum Econômico Mundial. Durante o evento, ele atacou as políticas de igualdade, referindo-se à “nefasta ideologia de gênero” e ao “feminismo radical”, além de sugerir o fim do feminicídio e das leis de paridade de gênero. No Chile, milhares se reuniram em Santiago, exigindo do governo de Gabriel Boric, o primeiro a se declarar feminista na região, um aprofundamento das lutas de gênero e a discussão sobre o aborto livre.

No Peru, o movimento feminista criticou o governo de Dina Boluarte e o Congresso, que enfrenta um escândalo de prostituição. Rocío Gutiérrez, uma das líderes do protesto, destacou a intenção do governo de fundir o ministério da Mulher com o de Desenvolvimento, o que representa um retrocesso. No México, sob a liderança de Claudia Sheinbaum, a primeira mulher a assumir a presidência, a marcha deste sábado foi marcada por um tom mais conciliador em relação aos anos anteriores.

As colombianas também se manifestaram, clamando por trabalho e vida digna. O presidente Gustavo Petro expressou apoio a Sheinbaum, afirmando que sua eleição representa um passo em direção à independência da América Latina. As mobilizações refletem um crescente descontentamento com a agenda conservadora na região, unindo vozes em prol de direitos e igualdade.

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