Os republicanos da Câmara dos Estados Unidos apresentaram um projeto de lei de gastos neste sábado (8), visando garantir o financiamento dos órgãos federais até 30 de setembro. A proposta, que adota uma estratégia independente, prevê um aumento nos programas de defesa, totalizando US$ 892,5 bilhões, e uma redução de 8% nos gastos não relacionados […]
Os republicanos da Câmara dos Estados Unidos apresentaram um projeto de lei de gastos neste sábado (8), visando garantir o financiamento dos órgãos federais até 30 de setembro. A proposta, que adota uma estratégia independente, prevê um aumento nos programas de defesa, totalizando US$ 892,5 bilhões, e uma redução de 8% nos gastos não relacionados à defesa, que somam US$ 708 bilhões. Os democratas, que defendem um equilíbrio entre os dois tipos de gastos, devem rejeitar a proposta, levando a um possível confronto no Congresso.
O projeto não inclui financiamento para projetos específicos, conhecidos como “earmarks”, e não abrange gastos automáticos como Seguridade Social e Medicare. O presidente da Câmara, Mike Johnson, planeja a votação para terça-feira (11), desafiando os democratas a se oporem ao projeto e arriscarem um “shutdown” do governo. Tradicionalmente, os republicanos precisam do apoio democrata para aprovar leis, mas estão confiantes em conseguir a aprovação sozinhos.
A estratégia republicana conta com o apoio do ex-presidente Donald Trump, que tem incentivado a unidade entre os membros do partido. Em um post na Truth Social, Trump afirmou que “os conservadores vão adorar este projeto”, destacando que ele prepara o caminho para cortes de impostos e um congelamento nos gastos. Os republicanos esperam que essa resolução permita focar na extensão das reduções de impostos de Trump e no aumento do limite da dívida.
Líderes democratas alertam que avançar sem diálogo pode aumentar o risco de uma paralisação do governo. Eles destacam que a flexibilidade concedida ao governo Trump em relação aos gastos é uma preocupação significativa. O Congresso precisa agir até sexta-feira (14) para evitar a interrupção das atividades governamentais.
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